sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Então é Natal...

Ho ho ho! Um Feliz Natal para toda a nossa torcida! Que Deus ilumine a todos! Obrigado pelas visitas e pelas críticas a este blog, pois são vocês, leitores, que nos levam a escrever. Torço para que Papai Noel seja tricolor de coração e que nos reserve bons presentes para o ano de 2010. Um abraço a todos!

Saudações Tricolores

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Ão, ão, ão, na cabeça do Negão!"

Amigos, o post de hoje é dedicado a um dos maiores ídolos do Fluminense Football Club: Washington César Santos. Nascido em Valença, Bahia, em 3 de janeiro de 1960, Washington estreou na vida futebolística no Galícia Esporte Clube, de Salvador, e jogou, ainda, no Corinthians, no Internacional, no Guarani, no Atlético-PR e, para o bem do nosso clube, no Fluminense.

Em 1983, o Fluminense contratou dois jogadores que haviam brilhado pelo Atlético-PR: Assis e Washington, os quais haviam sido apelidados pela torcida do clube paranaense, carinhosamente, de "Casal 20", alcunha que passou a ser utilizada pela torcida do Flu desde então. Apesar de terem sido campeões no ano anterior pelo Atlético, foi no Tricolor que os dois mais brilharam. Conquistaram nada mais, nada menos, do que 4 títulos expressivos. Vestindo o Manto Tricolor, os jogadores foram tricampeões cariocas em 1983, 1984 e 1985 - vale lembrar que, nessa época, o Estadual era considerado por muitos mais importante do que o próprio Campeonato Brasileiro - e campeões brasileiros em 1984. Tal contribuição na história do Flu tornou Washington um dos maiores ídolos da torcida.

Devido à grande eficiência do jogador no cabeceio, surgiu o grito da torcida que dá nome a este post: "Ão, ão, ão, na cabeça do Negão!". Cruzamento pra área, cabeçada de Washington e gol do Fluminense. Esse tipo de lance, por bastante tempo, foi comum nos jogos do nosso querido clube.

Segue, abaixo, o vídeo de alguns gols marcados pelo atacante.



Infelizmente, hoje, 26 anos depois de ter chegado às Laranjeiras, o querido atacante sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso e que não tem cura. A fim de ajudar a financiar o caríssimo tratamento, a torcida tricolor, em um gesto de belíssima solidariedade, mobilizou-se em busca de arrecadar o dinheiro necessário. O evento de maior destaque foi, sem dúvidas, o Washington Day. No dia 15 de novembro deste ano, no jogo contra o Atlético-PR, pela 35ª rodada do Brasileirão, foram distribuídas várias urnas pelo Maracanã para que os torcedores depositassem dinheiro, o qual seria utilizado para ajudar o eterno ídolo (Abaixo, segue uma reportagem sobre esse evento).



Bom, espero que tenham gostado de relembrar um pouco da marcante trajetória do atacante no Fluminense. Infelizmente, muitos de nós não puderam vê-lo jogar (inclusive eu), mas, apesar disso, o jogador têm o nosso enorme respeito devido a tudo o que fez pelo nosso amado clube, e torcemos bastante pela sua recuperação. Força, Guerreiro! Estaremos sempre com você.

Fontes: Wikipedia e Globoesporte.com

Saudações Tricolores

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Impossível não existe

Amigos, finalmente o blog está voltando à atividade. Devido ao vestibular, eu havia dado uma pausa nas postagens, mas nunca deixei de assistir aos jogos do nosso time. Mesmo tão envolvido nos estudos, sofri com cada gol tomado, cada bola na trave, cada chance desperdiçada, cada passe errado. Lance a lance, jogo a jogo, ponto a ponto. Chorei. Vibrei. Após as derrotas, por vezes, pensei em desistir, deixar o futebol de lado e me focar no 3º ano. Contudo, à chegada do jogo seguinte, lá estava eu. Sofrendo, chorando. Vibrando, sorrindo. A cada dia, mais apaixonado pelas Três Cores. Consoante reza o Hino mais bonito do Brasil, "Vence o Fluminense com o verde da esperança, pois quem espera sempre alcança." Lamartine Babo talvez nunca tenha percebido a profundidade dessa frase. Todavia, a torcida tricolor, ao longo das épocas, tem conhecido a grandiosa verdade que habita em tais palavras. Neste ano, eu esperei pacientemente um milagre, e ele aconteceu. O nosso Fluminense é mesmo o autor de feitos heróicos, taxados por muitos como impossíveis, e comprovou uma das mais sábias sentenças já proclamadas: O Impossível não existe. Hoje, vejo-me vestido de verde. Hoje e durante toda a minha existência.

Neste ano, o Brasil, quiçá o mundo, acompanhou a mais incrível guerra da História. Dessa vez, não foram utilizadas armas sofisticadas, capazes de destruir vidas, como nas Grandes Guerras. Não, em vez disso, foram utilizados o futebol dos guerreiros tricolores e a garganta de milhares de torcedores, capazes de ressuscitar um Gigante. Os campos de batalha das Grandes Guerras foram trocados por campos de futebol. Contudo, o suor, a garra e a ânsia de vencer foram sentimentos comuns em todas essas batalhas. A mesma vontade presente nos soldados vencedores habitou o coração de nossos jogadores. Com tamanho esforço, lutando contra tudo e contra todos, o Fluminense realizou um milagre. O Tricolor desafiou a matemática. Com, 99% de chances de ser rebaixado, o nosso time se agarrou ao 1% restante e se salvou.


Mesmo após perder a hegemonia do Campeonato Carioca para o Império do Mal, mesmo após ter sido eliminado da Copa do Brasil diante de mais de 60 mil torcedores, mesmo após perder novamente para a Liga Desportiva Universitaria na decisão de um título internacional, o torcedor tricolor, certamente, encontrou motivos para sorrir. O Fluminense mostrou que "Tradição não se compra com títulos e não se perde com decepções. Tradição um clube tem ou não desde sua fundação. E isso, meus caros amigos, o Fluminense tem até de sobra." (Nelson Rodrigues). O Fluminense não merecia ir para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Foi provado que o seu lugar é ali, junto aos maiores do País, e que jamais deveria ter saído de lá. Parabéns aos guerreiros que honraram o Manto Sagrado. Parabéns à nossa torcida, a qual é, sem dúvidas, a mais apaixonada do Brasil. Parabéns a você, que sofreu, que vibrou. Parabéns a nós. Orgulho de Ser Tricolor.

Saudações Tricolores

sábado, 15 de agosto de 2009

Um pouco da nossa história (nº 9)

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Amanhã, tricolores, acontecerá mais um duelo para a história dos confrontos entre Fluminense e Coritiba, dois dos clubes mais tradicionais deste país. Dois clubes centenários, que já foram campeões brasileiros e que, coincidentemente, hoje passam pela mesma situação nefasta: habitam a Zona de Rebaixamento do Brasileirão. A diferença de posição é sutil: o Coxa está apenas uma posição acima do Flu na tabela. Logo, será mais um chamado "jogo de 6 pontos", confronto direto na luta contra a descida de divisão, assim como foi a partida contra o Sport, no Maracanã, na qual goleamos lindamente por 5 a 1 e ultrapassamos o time pernambucano, que ainda permanece na lanterna. Renato terá um time descansado e o apoio da torcida. Temos tudo para vencer. Basta que nossos jogadores cumpram a obrigação.

Bom, recordando um grande confronto entre os dois times, upei a segunda partida válida pelas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1984. Goleamos por 5 a 0, com show do Casal 20, e saímos ovacionados do Maracanã por uma multidão de 60 mil pessoas. O resto da história todo tricolor sabe. O time bicampeão carioca sagrou-se campeão brasileiro e, no ano seguinte, tricampeão estadual. Tempos de glória que emocionam os tricolores até hoje.

Finalizo este post desejando que toda a vibração positiva da torcida inspire nossos jogadores, para que eles conquistem a vitória que nos poderá tirar dessa maldita zona. Felizmente, hoje, devido à derrota do Santo André, uma vitória por 2 a 0 sobre o Coxa nos fará dormir na 16ª posição. Desde quinta-feira visualizo uma vitória nossa por esse placar. Então, o meu palpite de hoje é justamente o que precisamos para ascender na tabela. Amanhã, Fluzão na cabeça.

Obs.: Como não achei uma reportagem da época sobre o jogo, se quiserem mais detalhes sobre o Brasileiro de 84, visitem o Flumania.

Palpite: Fluminense 2x0 Coritiba

Saudações Tricolores

Reforço para o ataque

Mais um atacante a serviço de Renato Gaúcho. O novo nome é Adeílson, ex-Ipatinga. Contratado do Nice, da França, com certeza deve ter provocado desconfiança em vários torcedores. Além de estar na reserva ultimamente, nos últimos campeonatos que disputou no Brasil, ele foi rebaixado. Contudo, pareceu-me uma boa contratação. Na única exibição que presenciei, ele marcou dois gols no Flu. Além disso, é mais uma opção para o nosso técnico. Fred, Leandro Amaral, Roni, Kieza, Adeílson, Maicon e Alan. Com mais essa peça, nosso elenco ganhou qualidade. Entretanto, o meio-campo, a lateral-esquerda e a zaga continuam carentes. A Ponte Preta recusou a proposta por Gum. O meia Romagnoli, que conversava com a cúpula tricolor, assinou com o San Lorenzo. Não ouço avanço na negociação com o lateral-esquerdo Lúcio. Os fracassos vão-se acumulando, e a debilidade nessas posições continua. É urgentemente necessário saná-la. Já vamos começar o returno. O tempo é precioso. É preciso dar tiros certeiros. Por isso, necessita-se de comprometimento e de dedicação. Contudo, infelizmente, essas palavras parecem não existir para a atual diretoria.

Saudações Tricolores

O Sagat Tricolor

Amigos, depois desse Fla-Flu eu não poderia deixar passar em branco. Precisava comentar sobre isso. Agora temos alguém para intimidar o adversário. Alguém que nos faltava há tempos. Um jogador raçudo, que impõe respeito, que se cobra bastante e exige o mesmo dos companheiros. Alguém que tem sede por vitória correndo nas veias. Espírito de vencedor. A meu ver, é isso que apresenta Fábio Santos. Penso que se encaixará bem no elenco do Fluminense. Faltava cobrança entre os próprios jogadores. Agora teremos isso. Claro que essa vontade excessiva pode gerar problemas, como suspensões e expulsões, mas isso pode ser perfeitamente trabalhado pelos profissionais do Fluminense. Algumas orientações o ajudarão a ser mais disciplinado. O mais importante é que o espírito de luta não o deixará. É uma característica inata de algumas pessoas. Fábio Santos é uma delas. O Sagat Tricolor, como algum torcedor o apelidou devido à semelhança física e ao espírito lutador, tem tudo para ter sucesso no Fluminense.

Saudações Tricolores

Fla-Flu é Fla-Flu!

Na última quarta-feira, aconteceu mais um Fla-Flu. Apesar de ter sido o primeiro por uma competição internacional, nosso técnico preferiu priorizar o Brasileiro e utilizou a equipe reserva na partida. O Flamengo também poupou, mas usou 7 titulares. Apesar do óbvio favoritismo do Império do Mal, nossos reservas o seguraram e garantiram um empate sem gols no jogo em que o mando de campo "era" do Flu, ou seja, na decisão, um empate com gols ou qualquer vitória nos garante na próxima fase da competição. Entretanto, torcedor tricolor, não se anime muito: Renato já declarou que pretende utilizar o time reserva no próximo Fla-Flu.

Passaram-se 3 dias desde o último jogo, mas eu continuo sem entender o motivo de força maior que leva Renato a poupar o time. Compreendo o desgaste do Brasileiro, mas, na minha mente, Fla-Flu é Fla-Flu. Não se deve subestimá-lo. É um jogo místico, de tradição inigualável. Um jogo de emoção sem igual. Creio que a maioria esmagadora dos torcedores quer ver o time titular em campo. A rivalidade é tão grande que não conseguimos sequer cogitar uma eliminação. Tudo, menos ser eliminado por aquele time. Essa é a lei. Perder para o Flamengo é a pior coisa que existe. Nenhum tricolor quer fracassar diante do maior rival.

Amanhã é mais um jogo de vida ou morte, dessa vez contra o Coritiba. Valorizo bastante as nossas hipóteses de vitória. Aos poucos, a confiança no nosso atual time, a qual eu havia perdido, está voltando. A malancolia que me acompanhava a cada jogo tem diminuído. Vejo-nos conquistando 3 pontos no Maracanã.

No dia 26, haverá o Fla-Flu decisivo. No orkut, vi um tópico de um tricolor que muito me agradou. A opinião do autor muito se parecia com a minha. Ele é totalmente contra a escalação de reservas, pois, assim, entregaremos uma competição de bandeja. Não podemos fazer isso. Ultimamente, os títulos são escassos nas Laranjeiras. Embora tenha sido contra a escalação deles, nossos reservas conquistaram um importante resultado no primeiro jogo, o qual nos deixa em clara vantagem de classificação. Vamos com tudo! A torcida tricolor anseia por bater o Flamengo! Enfim, concluo esse post com as últimas palavras do tricolor supra-citado:

"RENATO, PODE ESCUTAR! PRÓXIMO JOGO EU QUERO O TIME TITULAR!"

Saudações Tricolores

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um pouco da nossa história (nº 8)


Amanhã é dia de Fla-Flu. Dia de roer as unhas durante a partida, de emoção até o último minuto. Apesar de os treinadores optarem pelo uso de reservas (decisão que eu repudio com todas as minhas forças), o Fla-Flu é sempre mágico, não importa se estão em campos titulares, reservas ou, até mesmo, juniores. Fla-Flu é Fla-Flu até em futebol de botão. Rivalidade à flor da pele. Afinal, "o Fla-Flu nasceu quarenta minutos antes do nada", como diria Nelson Rodrigues. Vejam o vídeo e recordem o espetáculo tricolor na decisão da Taça Rio de 2005. O Fluminense foi devastador. Impôs-se e mostrou sua força, aplicando um belo chocolate no Império do Mal e chegando à decisão do campeonato, na qual se sagrou campeão. Torço para que amanhã nossos jogadores, independentemente de quais sejam, estejam inspirados e dêem o máximo para honrar o manto tricolor.

Saudações Tricolores

Reservas, Renato?

Amigos, hoje deixo clara a minha indignação com Renato Gaúcho. Sempre o admirei por todas as alegrias que nos proporcionou, tanto como jogador quanto técnico, mas a decisão que tomou para o confronto de amanhã me deixou altamente revoltado. Já havia rumores de que ele escalaria um time misto, mas eu preferi acreditar que era apenas um blefe, para criar um clima de suspense antes do maior clássico do mundo, rodeá-lo de mistério. Há alguns minutos, ao entrar na Internet, descubro que os boatos eram verdadeiros. Renato escalará reservas no Fla-Flu, com o objetivo de poupar os titulares para a partida de domingo, contra o Coxa, pelo Brasileirão.

Para que poupar? É verdade que estamos em uma desgastante seqüência de jogos e isso exige muito dos jogadores, que, muitas vezes, não têm tempo suficiente para um descanso prolongado, que recupere todas as suas energias. Entretanto, temos que lembrar sempre que eles são pagos para isso. É a profissão deles. São pagos para jogar futebol. Poupá-los não é obrigação nenhuma do técnico. Lembrem-se também de que a partida de amanhã é o primeiro confronto entre Fluminense e Flamengo por uma competição internacional. Uma classificação em cima do maior rival seria excelente para aumentar a confiança dos jogadores, motivando-os para os demais jogos. Além disso, a Sul-Americana é o último título que podemos disputar neste ano. Um título internacional, que, apesar de não garantir vaga em competição alguma, renderá muito dinheiro ao clube que o conquistar. Deveríamos disputá-la com força total, assim como o Inter fez no ano passado e se sagrou campeão. Por isso, não concordo com a escolha de Renato. Sinceramente, até me desanimei um pouco. Assistirei, claro, torcerei com todas as minhas forças, mas a minha vontade (e de grande parte dos torcedores) era ver o time titular em ação. O maior problema é que, se formos eliminados (não gosto nem de pensar nisso), a maior parte da culpa cairá em cima de Renato. E com razão.

Saudações Tricolores

domingo, 9 de agosto de 2009

A angústia do "quase"

Hoje, novamente, a frustração marcou presença ao término do jogo do Flu. Após uma goleada sobre o Sport, fomos a Salvador confiantes e esperançosos em busca da segunda vitória consecutiva. Contudo, infelizmente, ela novamente nos escapou no final do jogo. O tão sonhado presente do Dia dos Pais não veio, e o Fluminense continua na penúltima colocação, podendo ser ultrapassado pelo time pernambucano, que ainda não jogou pela décima oitava rodada.

Acreditei muito na vitória. Eu e os milhões de tricolores espalhados pelo País. Jogamos bem. Levamos perigo ao gol do adversário, não nos abatemos quando tomamos o primeiro gol e mostramos poder de reação. Quando Roni virou o jogo, no segundo tempo, corri feliz para comemorar com o meu pai. Os três pontos fora de casa seriam um belo presente para ele. Quando ainda estava eufórico com a vitória parcial, o sistema defensivo do Fluminense, como de costume, falhou, e Roger, ex-tricolor, apenas teve o trabalho de escorar para o fundo das redes.

O jogo foi equilibrado. Os dois times alternavam-se no comando da partida. Levavam perigo ao gol adversário constantemente. Com o passar do tempo, para meu descontentamento, o time do Flu parecia estar satisfeito com o empate. Que raiva de Fernando Henrique! Parecia goleiro de time pequeno. Demorava o máximo que podia para repor a bola em jogo. Será que ele não sabe que estamos ainda na penúltima colocação do campeonato? Analisando a partida, pode-se dizer que o empate foi o resultado mais justo. Entretanto, para nós, torcedores tricolores, não o foi. No final da partida, revivi (com menos sofrimento, é claro) a partida contra o Atlético-PR. Novamente, o goleiro adversário salvou o time da casa. Gléguer fez duas espetaculares defesas em chutes à queima-roupa e nos tirou os dois pontos tão necessários.

Atentem para o tricolor no centro da foto. Sinceramente, já não agüento mais as trapalhadas desse rapaz. Furadas, erros de posicionamento, desarmes mal efetuados... Ele não acerta uma! Edcarlos não tem a mínima condição de vestir o manto sagrado. Hoje perdeu um gol inacreditável. Não é jogador para o Fluminense Football Club.

Quarta-feira é dia de Sul-Americana. Há quem seja a favor de priorizar o Brasileiro. Eu não penso assim. Não aceitarei ser eliminado pelo Império do Mal. Espero a classificação a qualquer custo. Creio que ninguém gostaria de ser eliminado pelo maior rival, ainda mais em uma situação delicada como essa que vivemos. Uma eliminação diante do Flamengo poderia destruir a moral que nosso time parece estar recuperando. Quarta-feira começa uma nova guerra, e todos os tricolores esperam sair vitoriosos dessa.

Saudações Tricolores

Um pouco da nossa história (nº7)


Há pouco tempo, terminou a partida entre Vitória e Fluminense, no Barradão. Antes de comentar sobre o jogo, optei por postar este vídeo que mostra os melhores momentos do jogo ocorrido no ano passado, no mesmo estádio, e que terminou com o mesmo placar. O Flu também precisava da vitória na luta contra o rebaixamento e, por pouco, não conseguiu. Muita semelhança com o jogo de hoje. Ao final, o árbitro Vuaden deixou de marcar um pênalti claro e tirou dois pontos que eram nossos de direito. Hoje, o goleiro Gléguer salvou em cima da linha (?), e o Fluminense sentiu a mesma frustração por quase ter saído vitorioso. Bom, eis aqui o vídeo para que vocês relembrem esse jogo dramático, no qual fomos, como é de costume, prejudicados pela arbitragem.

Reportagem sobre o jogo

Saudações Tricolores

Alívio imediato

Na noite da última quinta-feira, o torcedor tricolor pôde comemorar algo que não tinha o prazer de presenciar há 2 meses: uma vitória. Após onze jogos sem sentir o sabor de conquistar 3 pontos, nós pudemos dormir mais tranqüilos. Voltamos a vencer. E, melhor do que isso, vencemos com autoridade. Golear o Sport, que, apesar de agora ser o lanterna da competição, por 5 a 1 não é uma tarefa fácil. Temos nossos méritos. Claro que o nosso time ainda tem muito a melhorar, mas a quebra dessa terrível seqüência de resultados que não condizia com as nossas tradições é fundamental para ajudar a recuperar a moral do time e da torcida. A vitória tão desejada revive o time, devolve a confiança aos jogadores.

Infelizmente, quando cheguei em casa, já estava no segundo tempo. Estava muito nervoso ao ligar o computador para verificar o resultado parcial do jogo. O medo de me deparar com mais um resultado decepcionante era imenso. Imagine a surpresa ao ver que o Flu vencia o Sport por 3 a 0! Sinceramente, esperava uma vitória do Flu, mas não por um placar assim. Pensei em um 1 a 0 sofrido, 2 a 1 até, mas 3 a 0 excedia as minhas expectativas. Foi com grande euforia e entusiasmo que acompanhei o restante do jogo. Assustei-me com um gol do time pernambucano no começo da segunda etapa, mas não era dia de derrota. Era o dia do retorno do Fluminense Football Club. Dia de dar adeus a esse bando que não honrava a nossa história. Empurrados pela torcida, pequena, mas empolgante, e tranqüilos devido à bela vantagem que havíamos construído, fizemos mais dois e saímos vitoriosos do Maracanã. 5 a 1. Isso sim é Fluminense.

Acredito que todos os tricolores sentiram o mesmo que eu: um alívio. Um alívio imediato. Senti-me mais tranqüilo por finalmente voltar ao caminho das vitórias, por ver o Fluminense sair da última colocação do campeonato. Contudo, ainda estamos em uma situação incômoda. Apesar da vitória, ainda somos os penúltimos colocados e, mesmo com uma vitória mais tarde, não sairemos da zona. Por isso, não temos motivo para tanta euforia. Devemos baixar a cabeça e continuar trabalhando.

O adversário de hoje é o Vitória, que sofreu, na rodada anterior, uma goleada por 4 a 0. Eles vêm mordidos, em busca dos três pontos diante da sua torcida. Se nosso time jogar como fez na última partida e tiver tranqüilidade, é bem possível voltar da Bahia com a segunda vitória consecutiva. Daqui a pouco, estarei na casa do meu pai, acompanhando mais um jogo do nosso Flu. Faça sol ou faça chuva, estarei torcendo sempre. Acredito realmente na conquista dos três pontos de hoje como presente para todos os pais tricolores.

Saudações Tricolores

Um pouco da nossa história (nº 6)


Amigos, apesar de a partida contra o Sport Club de Recife já ter ocorrido, estou dando continuidade a essa série de vídeos e deixo à disposição de vocês um que relembra uma das muitas vitórias da Máquina Tricolor de 1975. No dia 8 de novembro desse ano, o Fluminense fez mais uma vítima, vencendo o Sport por 3 a 0, com gols de Gil, Manfrini e Paulo César. Tempos em que o futebol estava estreitamente ligado à arte. Como invejo os torcedores que viram esse time jogar... Infelizmente, não tive tal prazer. Embora não tenhamos sido campeões do Campeonato Brasileiro de 1975, rever as exibições de um dos maiores times da nossa história é sempre muito bom. Espero que gostem da recordação.

Ficha técnica do jogo

Saudações Tricolores

"Nova" contratação

Primeiramente, peço desculpas pela demora para atualizar o blog. Estou no terceiro ano do Ensino Médio, faltam três meses para o vestibular, quem já passou por isso sabe.como é complicado, ainda mais quando tentaremos cursos muito concorridos. Enfim, só hoje arrumei algum tempinho para postar.

Recentemente, Alexandre Faria foi demitido. Dois nomes criaram força nas Laranjeiras: Parreira e Branco. Particularmente, torci demais para o acerto do tetracampeão Parreira. Não gostei da sua última passagem como técnico, mas todos sabemos que Parreira é alguém realmente preocupado com estrutura. Um tricolor de coração, interessado em mudar o rumo do clube. Contudo, mais uma vez, decepcionei-me. O escolhido foi Branco, o qual tanto critiquei em tempos passados.

Tenho meus motivos e estou certo de que alguns tricolores têm opinião muito parecida com a minha. O trabalho que Branco realizou no Flu é bastante questionável. Vamos aos pontos positivos. Com o seu planejamento, ajudou a conquistarmos um título nacional depois de um jejum de 23 anos e chegarmos à inédita decisão da Libertadores, competição em que nunca havíamos passado da primeira fase. Contudo, quando formei minha opinião sobre ele, considerei que os "contras" tiveram mais peso do que os "prós". Branco é um profissional de visão bastante restrita. Já repararam que ele sempre procura nomes em evidência no mercado? E que, periodicamente, investe pesado em jogadores com os quais fracassara em negociações anteriores, em vez de procurar novos nomes? Além disso, quando as negociações não avançam (como foi comum em 2008), ele tem de recorrer a jogadores de nível muito mais baixo do que aqueles a que almejara primeiramente (como exemplo, cito Gustavo Nery e Ygor). Outro forte motivo que me leva a não concordar com a contratação de Branco é o fato de ele geralmente planejar somente o time titular. Parece até que só pensa em competições de mata-mata. Isso ficou muito claro em 2008, quando, em vez de termos reservas no banco, tínhamos juniores. Até em jogo de Libertadores tivemos como primeira opção para o setor ofensivo Tartá, prata-da-casa, sem a mínima condição de substituir adequadamente algum jogador do plantel titular. Sofremos com o elenco carente no Campeonato Brasileiro, em que lutamos rodada a rodada contra o rebaixamento.

Nota-se, portanto, que não sou um grande fã do trabalho do ex-lateral. Entretanto, foi ele quem veio. Só espero que tenha aprendido com os erros anteriores e possa fazer um trabalho de maior qualidade como "homem-forte" do Fluminense.

Saudações Tricolores

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ciclo sem fim

Há tempos, pedem a cabeça de Alexandre Faria. Hoje, decapitaram-no e a obtiveram. Ele não é mais o coordenador de futebol do Fluminense Football Club. Contratado há oito meses para gerir o futebol do Tricolor, Alexandre contratou 21 jogadores e dispensou 6. Lembro-me de que, quando chegou ao nosso clube, foi duramente criticado pela torcida devido à má reputação obtida enquanto trabalhara no Atlético-MG. Contudo, pouco tempo depois, no início deste ano, grande parte dos tricolores havia mudado de opinião e passara a admirar o seu trabalho. Havia razão para isso. Ele atendera aos pedidos de René e trouxera bons jogadores, o suficiente para que tivéssemos um bom elenco para a disputa das competições de 2009. Além disso, trouxe Fred, uma das maiores contratações brasileiras da atualidade. Contudo, após o fracasso de muitas dessas contratações, as quais não renderam o esperado, e a dispensa de alguns jogadores que não vinham rendendo no Flu e estão bem nos seus novos clubes, como Roger e Leandro Domingues, grande parte da torcida passou a pedir sua demissão. E o pedido dela foi atendido.

A meu ver, não há argumentos fortes o bastante para críticas tão duras. Atendeu a pedidos e trouxe os jogadores sugeridos, influenciou na vinda de Fred ao Flu. Não é justo culpá-lo totalmente pelo baixo rendimento dessas contratações. Ele fez a parte dele. Quanto às dispensas, lembro que, na época, os jogadores eram criticados pela própria torcida. Roger, coitado, mesmo que fizesse cinco gols em uma partida, não adiantava. Sempre criticado. Domingues não estava ajudando o time. Nem vaga de titular ele conseguira. Apesar de eu ter sido contra essas dispensas, não nego que ele teve suas razões para realizá-las. Se Diguinho e Leandro não renderam, a culpa não é dele.

Mais uma vez, a diretoria encontrou como solução a demissão de um profissional. Lamentável. O ciclo de demissões continua. Jogadores, comissões técnicas, coordenadores de futebol. Para que tantas rescisões? Será que o verdadeiro problema não é outro? Já pensaram em gestão, comprometimento, competência? Será que não é isso o que falta à nossa diretoria para que o Flu se reestruture?

Alexandre foi embora criticando a estrutura do Flu. Não se preocupem, deve ser um mero desabafo de alguém que estava estressado após a perda do emprego. Aliás, deve ter sido o mesmo que aconteceu com Leandro e Parreira, quando deixaram nosso clube, até porque, com essa maravilhosa diretoria, a gestão não merece crítica alguma. Como prova, é só observar os excelentes resultados dos últimos anos. Conquista de grandes títulos, time sempre lutando pelo título brasileiro, consolidação da hegemonia do Carioca, tudo isso condiz com a tradição do Flu, não acham?

Está na hora de refletir. Espero que aqueles que forem sócios decidam pelo melhor do Fluminense. Ano que vem é ano de eleição. Que ascenda ao poder alguém realmente decido a preservar o futuro do Fluminense Football Club.

A propósito, os nomes ventilados para substituir o demitido coordenador são Parreira e Branco. O nome do ex-lateral não me soa bem. Recentemente, passou pelo nosso clube e não me agradou. Centenas de não-contratações, mau planejamento (para ele, bastava ter um time titular e o clube estava pronto para disputar as diversas competições do ano) e visão extremamente restrita (só observava jogadores em evidência no mercado e de difícil vinda) são alguns dos motivos que me fazem torcer contra a sua volta. Parreira muito me agrada. Embora não tenha dado certo como treinador ultimamente, ele entende muito de estrutura e gestão. Seria um grande passo rumo à profissionalização de nossa administração. Torço bastante para a sua vinda. Contudo, torço mais ainda para que, ano que vem, aquele que for eleito lute pelo Fluminense, como um legítimo torcedor.

Saudações Tricolores

domingo, 2 de agosto de 2009

Há limite para o sofrimento?

Outra derrota. Sinto-me envergonhado. Desesperado. Abatido. Melancólico. Quando pensamos que não dá para piorar, vemos que estamos enganados. Tudo pode ficar pior. Somos os últimos colocados do Brasileirão. No momento, tenho dificuldades para digitar devido a uma dor no punho, resultado de um soco na parede ao final do jogo. Até tentei torcer em silêncio. Durante a maior parte da partida, sofri sem falar nada. Dor no peito, lábios imóveis. Porém, naqueles instantes finais, a dor explodiu. Não deu para me conter. Gritei com a cabeçada na trave de um jogador cujo nome não me lembro de tão irado que estava. Levei as mãos à cabeça com a defesa milagrosa de Galatto. As lágrimas saltaram dos meus olhos em cascata. Fazia tempo que não chorava por futebol. Hoje não deu para segurar. O sofrimento não cessa. A cada rodada, a dor aumenta.

Campo enlameado, gramado em péssimas condições. Nem isso serve de desculpa para a exibição que o "time" do Fluminense hoje protagonizou. Chamar o bando de hoje de time é uma ofensa aos conceitos da língua portuguesa. Ao contrário da evolução que vínhamos testemunhando, hoje houve regressão. Defesa fraca, meio-campo inexistente, ataque nulo. Conca, que muitos idolatram, fez uma das suas piores partidas vestindo o manto sagrado. Não vi Ruy jogar. Na defesa, com a insegurança de sempre. Roni e Kieza recebendo bolas quadradas. Raramente chegava alguma em condição para se dar continuidade à jogada. Quando isso ocorria, erravam passes, ou eram desarmados. Hoje senti vergonha. Em momento algum vi o time com capacidade para reagir. Para honrar a camisa que vestem. Até acreditava em uma vitória, mesmo com o lastimável futebol apresentado pelo Fluminense. Então veio o golpe. Gol de Paulo Baier de falta, no primeiro tempo. Mandou onde a coruja dorme, como costumam dizer. Nem raiva eu tive. O que senti foi um angústia sem fim. Angústia essa que me acompanhou durante todo o segundo tempo e que se transformou em desespero ao final do jogo. Bola na trave, defesa espetacular de Galatto. Por um triz, o Flu não empatou. Mas é por esse triz que equipes deixam de ganhar títulos, que times são rebaixados. O Fluminense Football Club não pode depender de gols obtidos no desespero. O torcedor tricolor não pode continuar rezando para que a sua equipe consiga um empate sofrido. A verdade é que o Fluminense, há um tempo considerável, não honra as suas tradições.

Os torcedores tricolores hoje dormirão na lanterna. O último colocado. O pior entre todos os que disputam a Série A. Um clube considerado grande não merece passar por isso. Continuo fazendo o meu apelo. Aqueles que podem mudar isso, corram atrás. Eu sou um incapacitado pela distância. Só posso continuar postando neste blog. A única coisa que alivia o meu desespero. Só peço a vocês, torcedores do Rio, que, caso não queiram protestar, ao menos compareçam ao Maracanã. É hora de apoiar. Abandonar o time só acelera o processo de decadência. Se tudo continuar como está, o filme do final da década de 1990 se repetirá, e, com isso, o respeito, já abalado, que nos resta desaparecerá completamente. Temo por isso. Temo pelo Tricolor. Mas deixo sempre claro: eu não desisto fácil. Até o meu último dia de vida, estarei de pé, com o manto sagrado. Mesmo que não possa mudar a mentalidade da torcida e dos que comandam o Flu, apoiarei. Afinal, "na vida, tudo passa, só o Fluminense não passará jamais!", segundo o célebre Nelson Rodrigues. Força, Fluminense.

Saudações Tricolores

Um pouco da nossa história (nº 5)

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Tricolores, como tenho feito, hoje a série Um pouco da nossa história recordará o segundo jogo das quartas-de-final da Copa do Brasil de 2007, da qual fomos campeões, após 23 anos de jejum de títulos nacionais. Foi por meio dela que nos classificamos para a Libertadores e o resto dessa história todos os tricolores sabem. Empatamos o primeiro jogo por 1 a 1 no Maracanã, na estréia de Renato e, mesmo desacreditados por muitos, fomos à Arena da Baixada enfrentar o embalado Atlético-PR, que vinha vencendo todos os times que enfrentava em casa, e triunfamos por 1 a 0 com um gol de Adriano Magrão, o qual, posteriormente, marcou gols importantes e tornou-se o principal jogador do Fluminense na conquista da Copa do Brasil. Espero que gostem. Bom, hoje a situação é muito diferente. Não estamos em um mata-mata para brigarmos pelo título, mas em uma luta desesperada contra o fantasma do rebaixamento. Apesar dos maus resultados de ambas as equipes recentemente (Nós estamos há 10 jogos sem ganhar; eles, há 5), estou confiante de que voltaremos a conquistar 3 pontos. O Atlético perdeu o mando de campo e nos enfrentará em Londrina, a 370 km de Curitiba, ou seja, a torcida não comparecerá em peso e não transformará a Arena no caldeirão de sempre. Além disso, nosso time tem evoluído a cada jogo e, na partida anterior, empatou com o Cruzeiro, vice-campeão da Libertadores de 2009. Enfim, é uma excelente hora para quebrarmos essa seqüência negativa. Boa sorte, Fluminense!

Reportagem sobre o jogo

Palpite: Atlético-PR 0x1 Fluminense

P.S.: O vídeo não foi retirado do Youtube. Baixei-o do Flumania e upei no blog.

Saudações Tricolores

sábado, 1 de agosto de 2009

Ele também está de volta!

Amigos, às vésperas de mais um jogo, resolvi comentar a volta de Roni ao Tricolor. Aos 32 anos, o atacante foi liberado pelo Santos e optou por retornar ao futebol carioca. Antes mesmo de reestrear pelo Flu, como sempre, há inúmeros torcedores criticando sua contratação. Para esses torcedores, relembro esta frase da campanha eleitoral do presidente Lula: "Deixa o homem trabalhar!". Simplesmente, antes de cornetar, esperem. Não é hora de criticar quem chega ao Flu. É hora de apoiar. Se há "alguém" que merece críticas, é a diretoria. Essa sim tem manchado a reputação do Fluminense Football Club. É óbvio que a contratação dele não sanou os muitos problemas de nosso elenco, já que há posições muito mais carentes do que o nosso ataque, como a lateral esquerda (sinceramente, não dá mais para suportar os garotos João Paulo e Dieguinho), nem é o nome ideal para o nosso ataque, mas vamos dar uma chance a quem sempre nos ajudou. Quem sabe ele nos surpreenda. Caso não renda o esperado, aí sim as críticas a ele serão compreensíveis.

Esta é a terceira passagem do jogador pelo Fluminense. Jogou de 1997 a 2000, e de 2001 a 2002. Fez 80 gols em 222 jogos. Pelo nosso time, conquistou a Série C em 1999 e o Estadual de 2002. Abaixo, segue um vídeo de alguns de seus gols pelo Flu:


Amanhã, Roni deverá formar dupla de ataque com Kieza, o qual não é jogador para atuar isoladamente. Só vinha fazendo isso devido aos problemas com lesões do Flu. Agora poderá atuar com outro atacante. Com essa mudança, o nosso ataque, teoricamente, ganhará força. Resta saber se, na prática, isso ocorrerá. Boa sorte, Roni. Boa sorte, Fluminense.

Saudações Tricolores

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"Apesar de você, amanhã há de ser outro dia!"

São dez jogos sem vencer. Dez partidas sem sentir o já longínquo sabor da vitória. Infelizmente, esta é uma das expressões que mais venho utilizando neste blog: a situação é caótica. A cada jogo, o sofrimento aumenta. Pergunto-me se o torcedor tricolor não é um masoquista. Como será que agüentamos tudo isso? Será que gostamos de sofrer?

Jogamos até bem hoje, analisando o potencial dos jogadores que temos à disposição. Renato deu um jeito no time e achou a melhor formação. Temos jogado com vontade, mas esbarramos na falta de qualidade técnica de alguns jogadores e na má fase de outros. Perdemos de 1 a 0 para o Palmeiras no Palestra, mas muitos de nossos homens jogaram com o máximo de sua capacidade. Se elas são limitadas, a história é outra. O problema passa a ser da nossa diretoria. Deve-se contratar com critério. Não adiantar trazer mais meia dúzia de jogadores do mesmo nível dos que aqui estão.

Hoje, depois do jogo, nas minhas andanças pela maior comunidade do Fluminense Football Club no Orkut, deparei-me com um tópico excelente. Nele, Alex, um torcedor tricolor, afirmava que a nossa torcida merecia tal sofrimento. Para justitificar tal idéia, citou os protestos sugeridos que fracassaram. Um deles contou com a presença de um único torcedor. Depois que o li, fui levado a refletir sobre a acomodação de nossa torcida.

Há alguns dias, um tricolor deu a idéia de realizar um protesto no dia 25 de julho. A data era excelente, pois, nesse dia, seria realizado o baile de aniversário do Flu, o qual contaria com a presença dos nossos "ilustres" dirigentes. Cansado de ver o nosso time às moscas, aderi à idéia. Contudo, como, infelizmente, moro muito longe do Rio de Janeiro, o máximo que pude fazer foi estruturar um tópico e ajudar a divulgar. Cumpri a minha parte, fazendo o que estava ao meu alcance, mas, para variar, o tão necessário protesto, mais uma vez, não ocorreu.

A tristeza tomou conta de mim. O nosso clube amado sendo tratado como lixo e os únicos que podem mudar isso, nós, torcedores, estão sem fazer o mínimo de esforço para lutar contra essa situação. O que mais me chateou, sem dúvidas, foi ver alguns participantes da comunidade me criticando por ter criado o tópico de divulgação do protesto e não poder ir por não morar no Rio. Sinceramente, a minha participação em tal projeto foi só uma tentativa de afugentar a sensação de incapacidade que me toma ao término de cada partida. Só ajudei a divulgar na ânsia de lutar pela melhora do Fluminense Football Club, o meu maior amor. Muitos não têm noção de como é doloroso morar longe do clube. Presenciar cada derrota, sentir-se humilhado, sofrer e saber que não pode fazer nada prático para mudar isso tudo. Nem protestar. Esses torcedores deviam pensar nos milhares de tricolores distantes do Rio, que fariam de tudo para lutar pelo clube que amam se lá morassem, mas não podem fazer praticamente nada devido à distância. Por eles, só lamento.

À nossa diretoria dedico o título do tópico. Essa frase é de autoria do tricolor Chico Buarque, idealizada na época da Ditadura. Vocês, dirigentes, não conseguirão destruir o nosso Fluminense. Nossa torcida se conscientizará. Espero que aqueles que podem fazer realmente algo de útil pelo Flu percebam essa capacidade e ajam. Lutem, antes que seja tarde demais. Lutem, para que o nosso amanhã seja completamente diferente. Lutem, para que o nosso amado time reviva tempos de glória.

P.S.: Muitas vezes generalizei. Considerem as sempre existentes exceções.

Saudações Tricolores

terça-feira, 28 de julho de 2009

Um pouco da nossa história (n° 4)


Recordar é viver. Já que nosso adversário de amanhã é o Palmeiras no Palestra Itália, convido todos vocês a relembrar um jogo épico ocorrido nesse mesmo estádio em 7/11/2001. Goleamos o time da casa por 6 a 2. Magnata fez dois e Roni, que foi anunciado como nova contratação nos últimos dias, também deixou o dele. Com o time na situação em que está, reviver esses momentos especiais nos deixa com uma grande nostalgia. Que os ventos soprem a nosso favor! Que a equipe continue melhorando e consiga sair com um bom resultado do Palestra, inspirada nos nossos jogadores de 2001!

Reportagem sobre o jogo

Palpite: Palmeiras 1x1 Fluminense (Já que apostar na vitória não tem dado certo, quem sabe mudando para um empate não vem a tão esperada vitória - não consigo nem imaginar mais uma derrota)

Saudações Tricolores

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Reage, Fluminense!

Tricolores, ontem à noite, o homem do jogo foi o que está na foto acima: Kieza. O garoto que veio do Americano tem surpreendido até o mais otimista dos torcedores. Contra o Galo, entrou no lugar do lesionado Fred, o qual, infelizmente, está afastado dos gramados de 6 a 8 semanas, e jogou bem, chegando até a marcar um gol (embora o último a tocar na bola tenha sido um jogador do time mineiro). Ontem mostrou muita personalidade, esforçou-se em campo, movimentou-se, não se intimidou com a marcação e fez o gol de empate do Fluminense. Vibrou, comemorou como se fosse um verdadeiro torcedor. Eu também vibrei. Bati no peito e comemorei um gol do Fluminense com uma vontade que há muito não sentia. Devemos reconhecer que ele vem fazendo um bom trabalho. Contudo, ainda é cedo para julgá-lo. Nada de endeusá-lo. Já fizemos isso com vários jogadores e o resto da história todos sabem...

A equipe continua evoluindo. Jogou ainda melhor do que em BH. Começamos pressionando o Cruzeiro e obrigando Fábio a fazer duas defesas importantes. Infelizmente, tomamos um gol em uma jogada manjadíssima feita em cima de um lento Wellington Monteiro, mas Kieza nos recolocou na partida no início da segunda etapa. Até me animei quando a Raposa teve um jogador expulso, mas logo a preocupação voltou. Fomos pressionados por um time em inferioridade numérica! Só notamos que podíamos acuar o Cruzeiro depois de algum tempo e, no fim, por azar, não fizemos o gol da vitória. É, até sem sorte estamos. Fluminense Football Club, sempre contra tudo e contra todos.

Ao término da rodada, continuamos na Zona. Permanecer na Zona é o passo anterior ao rebaixamento, e essa briga para permanecer na primeira divisão me fez lembrar de um fato que ocorreu quando eu tinha 7 anos. Naquela época, o nosso Tricolor estava na Série C, no fundo do poço. Em uma festa infantil no condomínio em que morava, o animador levou as crianças para uma brincadeira no campinho. A descontração consistia em correr rapidamente por baixo de um pano segurado por alguns participantes e pelo animador ao ser mencionado algo de que você gostava. Observando atualmente, não passa de uma brincadeira sem graça. Mas, para crianças, tudo é motivo para rir. Depois de algum tempo, o organizador falou que ia falar de times de futebol. Falava o nome dos times normalmente, e muita gente corria. Todos o observavam atentamente. Vi, então, um sorriso sarcástico surgir na face dele. Ele falou "Fluminense" e deu uma risada de deboche. Eu, apesar de não acompanhar futebol, era tricolor. Senti-me humilhado. Mas não deixei de correr, mesmo sozinho diante do deboche do maldito homem. Esse episódio me marcou. Já basta tanta humilhação. Apesar de acreditar que Renato nos tirará dessa situação que não condiz com as nossas tradições, mesmo que fiquemos na lama novamente, eu nunca vou te abandonar, Fluminense Football Club. Não se abandona um amor eterno. Reage, Flu!

Saudações Tricolores

sábado, 25 de julho de 2009

Um pouco da nossa história (n° 3)


Amigos, amanhã jogaremos contra o nosso, até 2006, freguês (hoje, já não consigo taxá-lo assim, pois, nos últimos dois anos, perdemos 3 das 4 partidas disputadas) Cruzeiro. Nada melhor para aliviar a tensão pré-jogo (precisamos da vitória a qualquer custo!) do que recordar um grande jogo em que goleamos a Raposa por 5 a 1, no Maracanã, em 11 de agosto de 2002 (Dia dos Pais). Que presente os pais tricolores receberam! Caso não lembrem, foi a estréia do baixinho Romário no Tricolor, o qual levou mais de 68 mil torcedores ao estádio e marcou dois gols na goleada. Vale a pena ver de novo! Confiram!

Reportagem sobre o jogo

Palpite: Fluminense 1x0 Cruzeiro

Saudações Tricolores

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lágrima solitária

Tricolores, hoje sofremos mais uma derrota. Desta vez, para o atual líder do campeonato, Atlético-MG. Ao final dessa rodada, amargamos a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro. É, quem diria... O Fluminense, que outrora teve, como usuários do seu manto sagrado, Preguinho, Castilho, Rivelino, Romerito e Assis, agora luta ano a ano contra o rebaixamento... Lamentável.

O primeiro gol do Galo surgiu após um desvio na zaga tricolor. O segundo, após um cruzamento em que o xerife Luiz Alberto falhou, entregando o ouro. Que fase é essa do nosso xerife, hein! Errando demasiadamente! Apesar disso, o Fluminense não se abateu e foi para cima. Diminuiu em jogada ilegal (sim, uma das raras vezes que vi errarem a favor do Flu) com Kieza, mas a reação parou por aí, esbarrando nas defesas do goleiro Aranha. Ao término da partida, uma lágrima solitária percorreu meu rosto. Tristeza por ter perdido? Claro que me entristeci por isso, mas, principalmente, tristeza por ter visto uma equipe guerreira perder, tristeza por saber que, com o resultado, ficaríamos ainda na vice-lanterna, posição que não é digna de um clube com a tradição do Fluminense Football Club.

Apesar do resultado ruim (perder nunca é bom, mesmo que seja para o líder, e, além disso, estamos querendo fugir a todo preço da Zona de Rebaixamento), aprovei a exibição da equipe. Eu achava, como podem ver no post anterior, que Renato havia acertado na escalação do time para o jogo de ontem, e o desempenho em campo me confirmou isso. Vi um Fluminense mais motivado, mais guerreiro. Um Fluminense que não desistiu, que ameaçou o gol do goleiro Aranha (o qual, por sinal, fez uma excelente partida) e que teve uma melhoria no seu sistema defensivo (entretanto, ainda há vários erros de posicionamento a se corrigir). Portanto, nota-se uma evolução. Jogamos infinitamente melhor do que na partida contra o Goiás. Com essa melhoria, quem sabe, poderemos ver um vitória contra o Cruzeiro domingo, no Maracanã.

Saudações Tricolores

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Um pouco da nossa história (n° 2)


Na véspera do importantíssimo confronto contra o Atlético-MG no Mineirão, coloco à disposição um vídeo que mostra o gol de Mickey, no empate por 1 a 1 com o mesmo Atlético-MG, no Maracanã, que valeu ao Flu o título de Campeão Brasileiro de 1970 (Sim, nós fomos campeões da Taça de Prata, que, um ano depois, deixou de existir e foi substituída pelo Campeonato Brasileiro). Amanhã, mais um jogo dificílimo nos espera. Depois de termos sido goleados em casa pelo Goiás, a vitória no Mineirão se tornou de extrema importância. Apesar dessa série de derrotas no campeonato, sinto-me esperançoso. Uma mudança de técnico geralmente é acompanhada de maior empenho do time, a fim de mostrar serviço, sem falar que Celso Barros e Horcades entraram em consenso na escolha de Renato Gaúcho como treinador do Flu, indício de que a atual crise política está diminuindo. Contudo, o que mais me anima é a nova escalação escolhida por Renato. O técnico optou pelo 3-6-1, que deve ser formado por: Fernando Henrique (sim, ele também está de volta); Edcarlos, Cássio e Luiz Alberto; Ruy, Wellington Monteiro, Diguinho, Conca, Tartá, João Paulo; Fred. A escolha por três zagueiros pode diminuir a deficiência da nossa zaga, já que a responsabilidade do sistema defensivo tende a ser melhor dividida. Além disso, a utilização de dois alas me anima, já que os nossos laterais têm como ponto forte o apoio e, jogando como alas, perdem bastante a responsabilidade de marcação, concentrando-se no que melhor sabem fazer. Enfim, espero um bom jogo do Tricolor amanhã. Que consigamos os tão desejados 3 pontos!

Palpite: Atlético-MG 1x2 Fluminense (Nessa hora, o coração fala mais alto)

Saudações Tricolores

terça-feira, 21 de julho de 2009

107 anos!

Neste dia 21 de julho, o Fluminense completa 107 anos. Ao longo de sua gloriosa história, nós, torcedores, vivenciamos uma infinidade de momentos únicos. Vimos títulos conquistados nos minutos finais de jogo, como o inesquecível gol de barriga de Renato em 1995, que nos deu o Campeonato Carioca no centenário do Império do Mal; sofremos com títulos que escaparam das nossas mãos quando pareciam garantidos, como a tão sonhada Libertadores de 2008, a qual perdemos na disputa de pênaltis em pleno Maracanã para a LDU; choramos com três rebaixamentos; testemunhamos equipes inesquecíveis, como a Máquina de 76 e o timaço de 84... Enfim, rimos, choramos, festejamos, sofremos. As nossas conquistas são únicas. "A verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. As vitórias dos outros são simples, quase sem graça. Algumas beiram à banalidade, ao ridículo, as nossas não. As nossas são cardíacas. As dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis. Por todos, por nós, pelos adversários e até pelo mais indiferente leigo. As nossas vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico. Tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos." Mesmo que escrevêssemos toda a nossa história, contássemos cada momento de emoção, aqueles que a lessem ou a ouvissem não compreenderiam o significado de ser tricolor. Afinal, "ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir."

É por ter uma historia tão gloriosa que o nosso querido Tricolor não merece estar na atual situação. Infelizmente, nesta década, tornou-se comum vermos o Flu lutar contra o rebaixamento. A tristeza tem sido tão grande que intitulo a recente geração de torcedores como a "geração sofrimento". São torcedores que, apesar de jovens, vivenciaram o pior momento da história do Flu e permaneceram fiel ao time. Por isso, hoje também merecem os meus parabéns. Na verdade, todos nós, tricolores, merecemos os parabéns hoje, pois, sejamos de qualquer idade, nós somos o Fluminense Football Club.

Como tenho falado, é preciso mudar. Chega de pensar pequeno. Está na hora de voltar a pensar grande. Brigar por títulos. Voltar a ser o Fluminense dos velhos tempos, que, simplesmente ao entrar campo, amendontrava o adversário. Que aniversários melancólicos como esse não se repitam. Que venham mais 107 anos de conquistas.

Parabéns, Fluminense Football Club, meu maior amor.

Saudações Tricolores

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ele está de volta!

Amigos, hoje se confirmou a contratação de Renato Gaúcho como técnico do Fluminense Football Club. Na sua última passagem pelo nosso querido clube, deu-nos, em um ano e meio, o título da Copa do Brasil de 2007 e o vice-campeonato da Libertadores de 2008,e foi demitido após uma derrota por 2 a 1 para o Ipatinga, que atualmente se encontra na Segunda Divisão, deixando-nos na última colocação do campeonato desse ano.

Muito criticado por sua falta de humildade, fanfarronices e pelos seus tradicionais "rachões" nos treinamentos do time, é inegável que Renato nos deu grandes alegrias. A mim, particularmente, foram as maiores que já tive como torcedor, já que comecei a ser um torcedor ativo no returno do Brasileirão de 2006, no qual o time livrou-se do rebaixamento na penúltima rodada. Desde então, vi os guerreiros de 2007 conquistarem a Copa do Brasil, ficarem em 4º lugar do Brasileiro e, em 2008, a épica trajetória na Libertadores da América, cujo título, infelizmente, escapou das nossas mãos. Provavelmente para essa "geração sofrimento" de tricolores, da qual faço parte, Renato foi o técnico que mais nos proporcionou alegrias.

Caros tricolores, como sempre, prevaleceu a vontade de Celso Barros. Está mais do que provado que somos reféns da Unimed. Uma parceira que conta com uma enorme submissão do clube logicamente não é a desejada. Como todos sabem, caso não sejam impostos limites, seremos engolidos. Está mais do que na hora de começarmos a andar com nossas próprias pernas, usufruindo de uma relação saudável clube-patrocinador. Nota-se, portanto, que uma reformulação na nossa cúpula ainda é necessária. Chega de sermos submissos a um patrocinador. Chega de falta de comprometimento, incompetência na administração. O passo inicial seria a realização de um grande protesto contra a diretoria, que, como alguns tricolores sugeriram, deverá ser realizado no dia 25/07, no horário do Baile de Aniversário do clube nas Laranjeiras. Mas, sem dúvidas, o mais importante é nos tornar SÓCIOS. Dessa maneira, por meio do VOTO, poderemos colocar no comando indivíduos realmente interessados no bem do Tricolor, que possam fazer jus à nossa tradição. Enfim, boa sorte ao Renato no comando do nosso querido time. Espero que ele exija boas contratações, pois o elenco atual é fraquíssimo (Contratações que dependem inteiramente do investimento do nosso patrocinador, evidenciando a debilidade do Fluminense Football Club). E, lembrem-se: o Fluminense precisa de vocês, tricolores! Protestem, virem sócios, ajudem a limpar a imundície existente no nosso clube!

Saudações Tricolores

domingo, 19 de julho de 2009

Um pouco da nossa história (n°1)


Amigos tricolores, como sabemos, a situação está caótica no Fluminense. Mergulhado numa grande crise política, na qual há confronto de egos (Patrocinador x Diretoria x Investidores), hoje houve uma reunião da atual cúpula tricolor a fim de decidir o futuro técnico do Fluminense Football Club. O nome preferido é Muricy Ramalho, mas, caso não haja acordo salarial, a segunda opção é Renato Gaúcho. Com a possível volta de Renato ao comando do Tricolor (A vinda de Muricy é improvável), para recordar a maior alegria que ele nos deu como jogador, postei acima um vídeo recordando o maior Fla-Flu de todos os tempos, cujo protagonista foi ele, Renato Gaúcho. Assim, inauguro a série Um pouco da nossa história no blog, a qual contará com a publicação de vídeos recordando a gloriosa história tricolor.

Saudações Tricolores

O dia em que até os cães vaiaram...

Indignado. É como me sinto ao escrever esse post. Poderia falar também que estou melancólico, envergonhado, cabisbaixo, mas acredito que a indignação com a situação vivida pelo Fluminense Fooball Club é a pior sensação que tenho.

Hoje fui à casa de meu pai assistir ao jogo confiante numa vitória. Depois de um primeiro tempo de pressão do Flu, achei que era só questão de tempo para sair gols. E era verdade infelizmente.

No começo do segundo tempo, Ruy marcou. Felicidade total. Ruy, lateral-direito de origem, jogando há duas partidas de meia e marcando gols. 2 gols em 3 partidas. Excelente para a nova contratação do Flu. Agora que o Flu tinha feito um, era só fazer o segundo e matar o jogo. Até passou pela minha cabeça, confesso, em tomarmos a virada, mas tratei logo de afastar esse pensamento nefasto. Não era possível. Jogando em casa contra o Goiás, que havia perdido do Avaí, atual lanterna do Brasileirão, no Serra Dourada, a vitória era certa. Ainda mais com o time goiano jogando no contra-ataque, dando espaço para o Tricolor matar o jogo. Doce ilusão.

A defesa do Flu afastou mal e tomou o primeiro gol. Empate, mas eu ainda estava confiante. Vamos ganhar essa, já está na hora. Não é possível que iremos perder a 4ª partida seguida. Sim, era possível.

O Tricolor morreu ao sofrer o primeiro gol. Era um bando em campo. Os jogadores se escondiam. O Goiás meteu o segundo, o terceiro e o quarto. Em um dado momento, os latidos dos cachorros da polícia do estádio foram escutados em alto e bom som com as vaias da torcida tricolor ao fundo. Um dos comentaristas brincou e falou que até os cães estavam vaiando. 18 de julho de 2009, o dia em que os latidos dos cães fizeram coro às vaias dos torcedores.

Estava consolidada a goleada em cima do Fluminense no Maracanã. Eu via novamente o jogo contra o Santos, nesse mesmo Brasileirão. 4 a 1 em casa. Bizarro. Simplesmente inacreditável.

Hoje, vi meu pai falar, melancólico, enquanto assistia à partida: "Coitado do meu time...". Vocês não têm idéia do quão triste é vê-lo falar isso. Pior que eu também senti a mesma coisa. Tive pena, o pior dos sentimentos. Voltei para casa completamente abatido. Até agora, essa angústia não passa. Não suporto ver meu time, o querido clube que tanto amo, jogado na lama, à deriva. Sem qualidade, sem vontade, sem tudo. Aquilo não era Fluminense Football Club. Esse "futebol" que nos é apresentado não é digno do Fluminense Football Club. Um clube de tantas glórias, equipes inesquecíveis, títulos conquistados com o sangue de guerreiros vestidos de verde, branco e grená, agora está assim. Sendo humilhado no seu próprio estádio. Tendo a tradição, que, segundo Nelson Rodrigues, "um clube tem ou não desde sua fundação", jogada no lixo.

O Fluminense, ultimamente, tem se familiarizado com a Zona de Rebaixamento. Que ironia! Há um ano, éramos vice da Libertadores, que, diga-se de passagem, merecia ter sido nossa. Hoje, somos vice-lanternas do Brasileirão e, diga-se de passagem, temos jogado um futebol que nos faz merecer a última colocação.

Sabe-se que o clube vive um conflito político grave. Isso se reflete em campo. Jogadores da Unimed, da Traffic e do clube vivem num ambiente caótico. E aí, torcedor? Esperaremos de braços cruzados que o Flu novamente seja rebaixado? Ou protestaremos, a fim de que nosso orgulho de torcer pelo time "das três cores que traduzem a tradição" retorne e, ao sermos indagados sobre que time torcemos, enchamos o peito para dizer: "Sou Fluminense, com muito orgulho"? Lembrem-se: "Nós somos os donos dos nossos próprios destinos."

Saudações Tricolores

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Fluminense somos nós! Respeitem as Três Cores que Traduzem a Tradição!

Sinceramente, só podemos ser masoquistas, tricolores. Quanto sofrimento! Quanto decepção! Quando chegará ao fim essa "geração sofrimento"? Cansei de ver rebaixamentos, sofrer humilhações, perder campeonatos por detalhes. Quero ver títulos. Quero ver tricampeonatos cariocas. Tetras, pentas, hexas. Quero ser campeão brasileiro. Quero ver títulos de Libertadores. Quero ver NOSSO Fluminense voltar a ser um time grande. Quero ter respeito nacional e internacional. Quando voltaremos a ter isso? Será que é exigir demais do Fluminense? Para isso, é preciso mudar.

É impressionante como o Flu vem se apequenando a cada ano. Terminei de ler recentemente o livro de Nelson Motta intitulado de "Fluminense: A Breve e Gloriosa História de uma Máquina", que aborda, como podemos inferir do título, a época em que tínhamos à disposição o melhor time do Brasil, sem dúvidas. Como parece longíqua a época do "futebol arte"... Período no qual os craques tinham orgulho em vestir o manto sagrado. Época na qual os estádios lotavam com facilidade... É simplesmente INACEITÁVEL para a torcida tricolor ver jogadores medíocres como esses vestindo a tradicional camisa tricolor. Infelizmente, na época em que podíamos ganhar tudo, perdemos títulos por detalhes. Títulos esses que fazem falta atualmente, mas que ainda podem ser conquistados. Para isso, é preciso mudar.

Sinceramente, tenho certeza de que todos nós, tricolores, estamos cansados das fanfarronices no comando do Fluminense. Conselheiros que não estão nem aí para o clube, dirigentes medíocres, corruptos, que só pensam em si, uma patrocinadora que manda e desmanda no time, fazendo o que bem quer. É preciso cobrar comprometimento e competência, mais do que nunca. Exigir agora para não sofrer depois. Por isso, peço que exijamos a REESTRUTURAÇÃO do Tricolor, começando com a saída da atual diretoria.

Por que não protestar, ir às ruas, pedir a saída da atual cúpula? Se, quando ganhamos um título, lotamos as ruas para comemorar, por que não lutar para o bem do nosso clube? Para que, num futuro próximo, possamos comemorar grandes títulos, grandes conquistas? Para que voltemos a ter ORGULHO de dizer por aí que torcemos para o Time das Três Cores que Traduzem a Tradição? Para isso, é preciso mudar.

E a hora de mudanças chegou. Que o protesto planejado não fique só no papel. Que façamos o que planejamos para permitir que o Fluminense, daqui a algum tempo, volte ao patamar do qual nunca deveria ter saído.

Saudações Tricolores

domingo, 24 de maio de 2009

Devolvam meu Fluminense!

Caros tricolores, a coisa tá preta. Depois da torcida ter feito um ESPETÁCULO na quarta e termos sido eliminados da Copa do Brasil pelo Corinthians, encaramos o Santos, neste domingo, para lavar a alma e engrenar neste início de Brasileiro. Esperando ao menos uma vitória magra, nem que fosse por 1 a 0, imagine a minha decepção ao presenciar o nosso querido time sendo goleado em pleno Maracanã pelo Santos, por 4 a 1! Foi sinistro. Eu diria surreal. Tudo bem que, no final das contas, o Fluminense merecia ter perdido, mas 4 a 1 foi exagero. Humilhante!

O Santos começou pressionando e quase fez um gol. Mas quem não faz, leva. O Fluminense chegou e, após tabela na entrada da área, a bola sobrou para Mariano, que não perdoou e colocou o Fluminense na frente. Doce ilusão, quando, logo em seguida, o chute de Fred passou com muito perigo! Pensei: Daqui a pouco a gente faz o segundo e mata! Mas o Santos respondeu. Aumentou o volume de jogo e empatou, num gol numa cobrança de falta, com Molina. Falta desnecessária, assim como foi a falta que deu origem ao primeiro gol do Corinthians, na quarta. Ainda contou com a colaboração de FH. Fim de primeiro tempo. Empate.

No segundo tempo, o torcedor tricolor que acreditava na vitória perdeu as esperanças. Logo no começo, a defesa falhou (Falha idêntica àquela ocorrida no segundo gol do Corinthians, de Jorge Henrique, que entrou sozinho na área), e Madson apenas teve o trabalho de driblar Fernando Henrique e virar o jogo para o Santos. Aos 20 minutos, Dieguinho, último homem, fez falta em Madson e foi expulso. Pior para o Fluminense. O time, que já estava mal, ficou pior. Parreira já tinha feito as 3 substituições e teve que colocar Maurício no lado esquerdo. Triste. O Fluminense pressionava desordenadamente e dava espaço para os perigosos contra-ataques do Santos. Assim, o Fluminense tomou mais dois gols, aos 39 e aos 41. Fim de jogo, derrota humilhante em casa para o time paulista. Quanta decepção!

Em tempo: Os xingamentos a Fred são desnecessários. Ele não tem culpa da atual situação do time. Joga isolado. Sai para buscar jogo o tempo inteiro, em virtude da dificuldade de a bola chegar na área. Não há cruzamentos, escanteios, passes que o coloquem em chances de gol. Hoje, se duvidar, ele teve apenas 3 chances dentro da área. Antes de o cobrarem, exijam maior qualidade dos meias, que são os responsáveis por muni-lo!

É triste ver o que estão fazendo com o nosso querido time. Fluminense Football Club, time que vai completar 107 anos em 2009, um dos pioneiros no cenário futebolístico nacional e um dos chamados grandes do futebol. Toda a tradição vai desaparecendo a cada ano. Títulos vão ficando cada vez mais escassos. A luta contra o rebaixamento é cada vez mais freqüente. Já se tornou rotina entre os tricolores. Ano sim, ano não. Isso não é digno de um clube como o nosso Tricolor. Um clube de tanta tradição, que sempre teve tanta importância no cenário nacional, está-se apequenando ano a ano. Respeito tornando-se zombaria. É a realidade do Tricolor. Na Libertadores do ano passado, os tricolores jovens viram o que é torcer para o Fluminense, e os antigos relembraram. É torcer até o último minuto, acreditar até o fim, tendo em campo um bando de guerreiros! Jogadores de qualidade, que honram o manto sagrado e fazem jus à tradição tricolor! É preciso mudar! É preciso comprometimento, esforço! É preciso protestar! Cobrar do time, do técnico, da diretoria! Mas o principal é mudar a mentalidade! Cabe a você, tricolor, mostrar isso também nas próximas eleições presidenciais. Chega de ver essa corja administrando o Flu. Contudo, não se pode abandonar o time, como vi muitos torcedores comentando no Orkut. Apoio é sempre preciso. Boicotar só vai causar mais problema. Se, com a torcida apoiando, já é difícil, imagine sem apoio! Então, tricolor, não abandone a barca agora. Ainda temos um longo caminho a percorrer. É preciso apoio e cobrança! Precisamos de contratações! Ao menos: dois laterais, um zagueiro e um meia. Exijam isso da diretoria! E, lembrem-se sempre:

"Eu canto NENSE quando o time vai bem
Eu canto NENSE quando o time vai mal
Um gol sofrido não vai me abater
Eu não vou parar de cantar

Ô Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe,
Fluminense
Ô Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe,
Tricolor

Há tantos anos juntos
Na vitória ou na derrota
Com a certeza de que eu nunca vou te abandonar"


PORQUE O FLUMINENSE SOMOS NÓS!

Saudações Tricolores

domingo, 17 de maio de 2009

Barueri 0-0 Fluminense


BARUERI 0 x 0 FLUMINENSE
Renê; Marcos Pimentel (Éder), Daniel Marques, Leandro Castan e Márcio Careca; Ralf, Leanderson (Camilo), Everton e Thiago Humberto (Val Baiano); Fernandinho e Pedrão. Fernando Henrique; Eduardo Ratinho, Edcarlos, Cássio e Dieguinho; Wellington Monteiro, Romeu (Fabinho), Marquinho e Conca (Tartá); Alan (Everton Santos) e Maicon.
Técnico: Estevam Soares. Técnico: C.A. Parreira
Cartões amarelos: Marcos Pimentel, Daniel Marques, Leanderson (Barueri); Edcarlos, Alan (Fluminense).
Cartão vermelho: Não teve.

Estádio: Arena Barueri. Data: 17/05/2009. Árbitro: André Luiz Castro (GO). Auxiliares: Fabricio Vilarinho (GO) e Jesmar Miranda de Paula (GO).

Renda: 41.720,00

Público: 2.555


O Fluminense, novamente, não fez uma grande partida e acabou ficando no 0x0. Sim, é verdade que o Fluminense jogou com uma boa parte de reservas, mas mostrou ter um elenco frágil, já que foi amplamente superado pelo Barueri, que não conseguiu transformar seu volume de jogo em gols.

No primeiro tempo, o jogo foi muito fraco tecnicamente. O Barueri tomava a iniciativa do jogo, sem conseguir ter grande chances, esbarrando na forte marcação do Fluminense e, principalmente, em sua fragilidade técnica do meio pra frente. Já o Fluminense contentava-se em sair em esporádicos ataques e contra-ataques. Dieguinho teve a melhor chance do Flu no primeiro tempo, enquanto o Barueri teve boas chances com Pedrão e Leandro Castán.

No segundo tempo, o Flu ousou um pouquinho mais. Voltou do intervalo Tentando igualar o jogo, tentando jogar de igual pra igual, mas, depois de alguns minutos, acabou assumindo de vez a postura de jogar no erro do adversário, tentando explorar algum contra-ataque, o que acabou não acontecendo de forma aguda e efetiva. Essa foi a deixa para o técnico Estevam Soares colocar o time do Barueri mais para a frente: entraram Éder e Camilo, saíram Marcos Pimentel e Leanderson. Ou seja, dois jogadores ofensivos por jogadores defensivos. Com isso, o Barueri cresceu, veio pra cima, mas, a exemplo do primeiro tempo, tinha o volume de jogo, tinha a iniciativa, e não tinha penetração. Continuou resumido aos chutes de fora. Destaque para Thiago Humberto, que quase marcou num chute de fora bem defendido por Fernando Henrique.

De tanto correr atrás do gol, o Barueri acabou não conseguindo manter seu ritmo e acabou dando mais espaços ao Fluminense, que cresceu na parte final do jogo, tendo boas chances com Cássio e Conca, além do gol anulado de Edcarlos. No final das contas, o empate acabou sendo justo e bom para o Fluminense, que ocupa a sexta colocação do campeonato com 4 pontos.

MELHOR EM CAMPO: Dieguinho – O menino foi uma surpresa. É habilidoso, sabe cruzar, faz jogadas diagonais. Gostei muito.

PIOR EM CAMPO: Alan – Considero-o muito fraco, não só fisicamente, como tecnicamente. Tê-lo no ataque facilita demais as defesas adversárias.

Saudações Tricolores

sábado, 16 de maio de 2009

Agora é GUERRA!

Perdemos a primeira batalha, mas ainda estamos de pé nessa guerra. Fomos apáticos, afobados, perdidos. Mas ainda temos 90 minutos para superar o forte e bem armado Corinthians, que ainda conta com um diferencial e tanto chamado Ronaldo.
Mesmo mal, conseguimos segurar o placar mínimo desfavorável, que certamente não foi o melhor dos resultados, mas que temos totais chances de reverter. E, para isso, precisamos apoiar.
Certamente um jogador prefere participar de uma partida decisiva, precisando ganhar, com o apoio total e incondicional da sua torcida. Imagine precisar ganhar por dois gols de diferença, entrar no seu estádio e ver 15, 20 mil pessoas. Deve ser desanimador.
Agora, imagine-se entrando no Maracanã para reverter um placar difícil contra o Corinthians e ver 50, 60 mil tricolores enchendo o NOSSO Maracanã, cantando e apoiando os 90 minutos. Bem mais fácil para correr né?
Por isso, tricolor, chegou a nossa hora. A hora de encher o Maracanã e buscar essa vitória que nos deixaria a quatro partidas de voltar a Libertadores e ao sonho da América. Sim, amigos, se passarmos pelo Corinthians, restarão quatro partidas, sendo que as duas próximas serão fatalmente contra o Vasco da Gama (que conta com uma vantagem de 4 gols contra o Vitória), no Maracanã. Ou seja, classificando-nos, teremos mais 2 jogos no Maracanã para apoiarmos.
Então, tricolores, jogamos mal? Sim. Mas estamos vivos. E o Tricolor é sempre o último a desistir. Que a chama e a alma da Libertadores esteja acesa no coração de nossos torcedores, que lotemos o Maracanã e, aí sim, poderemos pensar na classificação.
Saudações Tricolores. A todos. Aos vivos que saem de suas casas, e aos mortos que deixam as suas tumbas. Nos vemos no Maracanã.