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domingo, 24 de abril de 2011

Filme repetido

Guerreiros, hoje, mais uma vez, o Fluminense caiu nos pênaltis, algo que tem sido comum nos últimos anos, infelizmente. A última vez que o Tricolor saiu vitorioso de uma disputa de penalidades foi na semifinal da Taça Rio de 2008, na qual vencemos o Vasco. Desde então, em quatro ocasiões, fomos derrotados, sendo três no Campeonato Carioca (semifinal das Taças Guanabara de 2010 e 2011 e da Taça Rio de 2011) e uma na Libertadores da América (a fatídica final contra a LDU). Antigamente, acreditava que pênalti era loteria, mas hoje já não penso assim. A cobrança de pênaltis, é claro, envolve sorte, mas depende, principalmente, de competência e equilíbrio emocional e é apenas um critério de desempate quando duas equipes chegaram ao seu limite. Contudo, não indica o melhor time ou aquele que apresentou um futebol mais convincente e, infelizmente, muitas vezes, não permite a passagem da equipe que estava mais preparada para seguir adiante. Acerca do assunto, acredito que as decisões do Campeonato Carioca, quaisquer que sejam elas, deveriam ter a disputa de penalidades precedida por prorrogação. É uma chance para que o melhor time prove sua capacidade antes do último critério de desempate. Fica o apelo, que dificilmente verei ser atendido.

Em campo, o Fluminense foi melhor, principalmente no primeiro tempo. Teve chance, inclusive, de chegar ao intervalo com um placar mais dilatado, mas a primeira etapa só terminou com 1 a 0, gol de Rafael Moura impedido. Para quem reclama disso, vale lembrar que o árbitro errou feio ao não dar falta de Felipe em He-Man, quando o jogo ainda estava 0 a 0, a qual culminaria na expulsão do goleiro, por ser o último homem, e mudaria toda a história do jogo (completamente, já que o arqueiro foi o herói da partida nos pênaltis e, além disso, o Time do Mal ficaria com um a menos durante quase toda a partida e fatalmente sucumbiria ao Tricolor). Entretanto, não existe o "se" depois do término de uma partida. O que passou, passou, e o Fluminense agora está eliminado do Campeonato Carioca de 2011.

No segundo tempo, o Flu pecou como a grande maioria dos times que estão vencendo. Caiu no erro de se retrair, permitindo que o quase morto Flamengo, desfalcado de Ronaldinho Gaúcho e Léo Moura (este saiu contundido), crescesse na partida. O Time do Mal passou a levar perigo a Berna e chegou ao empate com Thiago Neves, de cabeça, o qual subiu sem a marcação de Valencia e testou sozinho para vencer o goleiro tricolor. Depois do empate rubro-negro, o Fluminense teve a chance do jogo com Marquinho. O apoiador ficou cara a cara com Felipe e chutou de perna esquerda (vale lembrar que é canhoto) para fora, desperdiçando a melhor oportunidade da partida. O jogo acabou indo para os pênaltis. Na disputa, a estrela de ambos os goleiros brilhou (Felipe e Berna defenderam duas cobranças cada). Contudo, o fantasma voltou a assombrar o Fluminense quando Tartá, prata da casa, chutou, e Felipe defendeu. Diego Maurício não desperdiçou, e o filme mais uma vez se repetiu: o Fluminense voltou a cair em uma disputa de pênaltis. Felizmente, Thiago Neves desperdiçou a cobrança que classificaria o Flamengo, após Felipe ter defendido o chute de Araújo. Seria bastante doloroso sermos eliminados com um gol de um ex-jogador nosso, que muitos chegaram a idolatrar.

Incrivelmente, não estou irritado com a desclassificação. Fico chateado em não poder ganhar o Carioca, obviamente (afinal, quem não quer ganhar tudo?), mas acredito que a eliminação tem seu lado positivo. Caso passasse, o Fluminense teria uma série de decisões seguidas, que acarretaria o desgaste físico e emocional dos jogadores. Com a saída precoce do Carioca, o Flu tem como único foco a Libertadores da América. Agora, o primeiro semestre tricolor se resume à competição mais importante do continente. É tudo ou nada. Quinta-feira, temos uma nova batalha, agora contra o Libertad, pelas oitavas-de-final da Libertadores. Como o primeiro jogo será realizado no Engenhão, é fundamental vencermos por uma boa margem de diferença e não tomarmos gol em casa (uma placar de 2 a 0 seria bastante bom para as nossas pretensões). Para isso, é necessária a presença da nossa torcida. Nós somos o combustível do Fluminense. Portanto, tricolor, não deixe de ir ao estádio na quinta. Sua presença é crucial! É o nosso sonho que está em jogo. Empurremos o Time de Guerreiros rumo a mais uma vitória para que, junto com ele, construamos mais um capítulo da linda história do Fluminense Football Club!

Saudações Tricolores

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Missão cumprida

Guerreiros, ontem o Fluminense apenas confirmou a sua classificação para as semifinais da Taça Rio. A imprensa chegou a ventilar antes do jogo contra o Americano que o Flu tinha chances de ficar de fora, mas, convenhamos, em nenhum momento ficamos longe da vaga. Acredito que poucos torcedores tricolores tiveram dúvidas de que íamos nos classificar. Era questão de tempo apenas e ontem isso foi provado.

Precisando apenas de um empate contra uma equipe do Nova Iguaçu já sem grandes pretensões no campeonato, o Fluminense entrou em campo praticamente sem pressão. O resultado viria naturalmente. Contudo, a primeira oportunidade do jogo foi do Nova Iguaçu, em cobrança de falta do goleiro Diogo Silva, mas a bola saiu pela linha fundo. Fred revidou da mesma maneira. O Flu tomou um grande susto em uma cabeçada de Leonardo, que obrigou Berna a fazer grande defesa, mas deu o troco na volta da parada técnica, em uma bela cabeçada de Marquinho, espalmada para escanteio pelo goleiro Diogo Silva. Aos 34, o gol tricolor saiu. Fred dominou na área e soltou a bomba, que parou no braço do zagueiro do Nova Iguaçu. Pênalti claríssimo, cobrado com perfeição no ângulo esquerdo pelo próprio Fred, convertendo o único gol da partida. Fred também marcou outros três gols belos gols, mas estava impedido em dois e fez falta em outro. Acabou o jejum de gols do atacante, que não marcava desde a semifinal da Taça Guanabara contra o Boavista. Que isso ajude a lhe dar confiança para o confronto decisivo de quarta.

Apesar da vitória pelo placar mínimo, o Fluminense criou inúmeras oportunidades. Araújo chutou de primeira em cima do goleiro após cruzamento de Mariano. Júlio César quase marcou um golaço. Passou por três jogadores em velocidade (sendo o último deles o goleiro), mas perdeu o ângulo na hora de finalizar e chutou pela linha de fundo. Fred teve uma boa oportunidade, quando tabelou sem querer com as pernas do marcador e chutou para o gol, mas a bola desviou na perna do jogador do Nova Iguaçu. Fred ainda lançou Mariano, que completou de primeira para fora, em uma jogada rápida de contra-ataque tricolor. Sheik, barrado por Araújo, entrou no segundo tempo com gás e levou perigo, acertando a trave em um lance ao completar um cruzamento de Júlio César. No final do jogo, o Nova Iguaçu teve sua melhor oportunidade num chute de Nelinho, defendido por Berna. Com o fim da oitava rodada, ficou definido o adversário tricolor na semifinal. Domingo será dia de Fla-Flu, o maior clássico do Brasil. A outra semifinal terá o duelo de Vasco e Olaria. Pela primeira vez nos últimos 5 anos,

Até lá, entretanto, temos de lutar contra o Impossível na Argentina. Na quarta, faremos o último jogo da fase de grupo da Libertadores. Tricolor, lembre-se: o Nacional não pode ganhar do América-MEX, senão estamos fora. Preparem-se para secar! Além disso, precisamos ganhar do Argentinos Jrs. de qualquer jeito! Dois tipos de combinações de resultado são úteis para o Flu: Vitória do América e vitória do Flu por qualquer placar; e empate entre Nacional e América e vitória do Flu por 2 gols de diferença. Sabemos que vivemos uma situação bem delicada na competição, mas, conforme diz a faixa exibida no jogo contra o Americano, não podemos deixar de ter esperanças. Lutemos até o fim!

Saudações Tricolores

domingo, 17 de abril de 2011

A faixa da verdade

Guerreiros, para variar, sai com atraso o post sobre o jogo entre Fluminense e Americano. No domingo passado, vindo de uma pesada derrota para o Nacional pela Libertadores, o Flu disputou sua permanência na disputa pelo título do Campeonato Carioca contra o time de Campos. Provavelmente devido a essa pressão e ao abatimento pós-quarta, o Tricolor entrou em campo nervoso. Até a parada técnica, só levou perigo ao gol adversário em um lance (um chute de Edinho por cima do gol), e dava bastante espaço para contra-ataques do Americano. Aos 20, um desses deu certo. Carlos Alberto avançou pela esquerda e cruzou na medida para Gustavinho colocar o Americano na frente. Felizmente, o Flu voltou melhor da pausa e, aos 34, Conca converteu uma cobraça de falta. Logo em seguida, o Americano sofreu outro duro golpe. Júlio César cruzou para trás na linha de fundo (quem dera que nossos laterais fossem mais à linha de fundo), e Araújo completou para o gol. A virada desestruturou o time de Campos. Talvez tivessem conseguido o empate se tivesse sido marcado o pênalti de Mariano em Carlos Alberto. Contudo, no futebol não existe "se", e o Fluminense fez por merecer a vitória com placar dilatado durante o jogo.

No início do segundo tempo, Mariano fez o terceiro, em uma bela jogada trabalhada. Fred recebeu dentro da área, esperou a passagem de Marquinho, o qual cruzou para trás para Mariano completar vindo de trás. Aos 10, veio o mais belo gol da partida, sem dúvidas, um dos bonitos do campeonato. Conca lançou Araújo pela esquerda, que aplicou um lindíssimo drible de corpo no marcador e chutou no canto. Golaço, daqueles que pagam o ingresso do torcedor. A defesa tricolor, entretanto, deixou bastante a desejar, e permitiu que o Americano tivesse inúmeras oportunidades, que, para a nossa sorte, não foram aproveitadas. Levou bastante perigo com Felipe, que cabeceou no travessão, e Ayrton, que obrigou Berna a fazer uma excelente defesa, e pagou caro por isso, sofrendo o quarto aos 42 num lance esquisito, em que o goleiro Jefferson afastou mal a bola, e Marquinho completou de cabeça para o gol vazio. 4 a 1 para o Flu, uma goleada para lembrar ao nosso time que somos os atuais campeões brasileiros e que temos capacidade de sair desse momento ruim que vivemos. 4 a 1 para acordar o maestro Conca, que teve participação decisiva em todos os gols da partida. Com essa vitória, o Fluminense ficou praticamente classificado para as semifinais da Taça Rio, já que o Botafogo perdeu do Flamengo por 2 a 0, e o Olaria empatou sem gols com o Volta Redonda. O Tricolor só precisava de um empate contra o Nova Iguaçu pela última rodada da fase de grupos do segundo returno, e conseguiu a classificação no jogo de hoje. Todavia, isso é assunto para o próximo post.

O que mais me chamou a atenção no jogo do domingo passado não foi a vitória tricolor, tampouco o belíssimo gol de Araújo. Foi a faixa exibida pela torcida tricolor, com os dizeres "Enquanto você estiver vivo, vivas estão suas esperanças". A verdade não poderia ser dita de outra maneira. Enquanto houver chances, não podemos parar de lutar. O "Time de Guerreiros" provou isso. O Impossível não existe no futebol, desde que haja chances maiores que 0%. Quarta, temos a última batalha dessa fase de grupos. A mais importante. Que os deuses do futebol abençoem o Fluminense nessa partida. Que o "Time de Guerreiros", mais uma vez, prove a todos que do Fluminense Football Club ninguém pode duvidar!

Saudações Tricolores

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Insosso

Guerreiros, com mais de uma semana de atraso, finalmente sai o post comentando sobre o clássico entre Fluminense e Vasco ocorrido no domingo retrasado. Acredito que o fato de eu ter estado ocupado e a falta de motivação de comentar sobre uma partida tão sem graça justificam tal demora. Enfim, antes tarde do que nunca. Serei bem sucinto na análise de hoje.

O Fluminense começou bem o jogo. Foi a melhor equipe em campo até a parada técnica. A melhor chance até esse momento foi num lance de bola parada. Souza cobrou, Valencia desviou de cabeça, mas Fred chegou atrasado no lance e não marcou por pouco. Infelizmente, aos 20 minutos do primeiro tempo, a conversa de Ricardo Gomes com o time vascaíno parece ter sido realmente efetiva. O Vasco foi superior ao Flu no restante do primeiro tempo. A melhor chance do jogo foi justamente do time alvinegro. Conca errou um passe bobo no meio-campo, dando origem a um contra-ataque puxado por Éder Luís. Contando com o escorregão de Valencia na entrada da grande área, o atacante finalizou e acertou uma bomba no travessão. Seria um golaço. Sorte do Flu. A equipe adversária ainda teve outra boa oportunidade em finalização de Bernardo também da meia-lua, que parou em bela defesa de Ricardo Berna.

O segundo tempo foi totalmente insosso. Jogo parado, sem grandes chances de gol para ambos os times. Acredito que a melhor oportunidade da etapa final foi novamente de Éder Luís, que recebeu um belíssimo lançamento pela direita, ficou cara a cara com Berna e, em posição legal, chutou cruzado bisonhamente, perdendo um gol feito. A bola quase saiu pela linha lateral. Lamentável! A surpresa para o fim da partida foi Júlio César, que se resolveu soltar nos minutos finais, finalizando bem por duas vezes (uma pela linha de fundo, outra defendida por Fernando Prass). Fim de papo, partida fraca, sem grandes emoções e de dar sono.

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Infelizmente não pude assistir ao jogo contra o Volta Redonda. Só pude analisar os "Melhores Momentos" na Internet. Acredito que o belíssimo gol de Souza fez valer o ingresso dos torcedores que foram ao Raulino de Oliveira acompanhar o campeão brasileiro em campo. Poupando Fred e Conca para o jogo mais importante do ano, contra o Nacional-URU na próxima quarta, Enderson escalou Deco e Souza no meio-campo, além de utilizar Edinho na zaga, "improvisado" ao lado de Gum (o volante joga de zagueiro quando necessário). O luso-brasileiro, pelo pouco que vi, parece ter jogado bem, dando assistência para boas oportunidades de gol e permaneceu em campo durante todo o jogo. Os gols da vitória foram marcados por Souza (já citado anteriormente) e Emerson, que contou com um desvio na zaga do Voltaço. Com certeza, o fato de Sheik voltar a marcar desde o gol do título brasileiro do ano passado é algo que não só dá moral ao jogador mas também deixa a torcida tricolor esperançosa para o "jogo da vida" contra o Nacional. O Volta Redonda diminuiu no fim do jogo. Vitória apertada, mas fundamental para iniciar a busca pelos 100% de aproveitamento nos 5 jogos restantes da Taça Rio e da fase de grupos da Libertadores. Um já foi, restam 4. Felizmente, parece que o Time de Guerreiros voltou. Quarta é o dia de mais uma batalha. Vamos pra cima, Fluzão!

Saudações Tricolores

terça-feira, 22 de março de 2011

O campeão rejeitado

Guerreiros, com a derrota para o Boavista, a crise tricolor passou a se manifestar com força total. Comandado pelo preparador físico Ronaldo Torres, o perdido time do Flu sofreu sua primeira derrota para clubes pequenos no Campeonato Carioca e deixou claro que a saída de Muricy Ramalho e suas consequências afetaram bastante o desempenho da equipe. O Boavista, jogando no contra-ataque, aproveitava a fragilidade da defesa tricolor e levava bem mais perigo à meta de Ricardo Berna do que o Flu ao goleiro adversário. O primeiro gol surgiu em cobrança de falta perfeita de Gustavo, que chutou com muita força e efeito, sem chances para o arqueiro tricolor. Com a desvantagem no placar, o Tricolor se expôs ainda mais aos contra-golpes sempre perigosos da equipe de Saquarema e acabou pagando caro próximo aos 30 minutos do segundo tempo, quando Max liquidou as chances do Flu na partida ao ampliar para 2 a 0. Novamente, o Boavista voltou a ser o algoz do Fluminense. No primeiro encontro entre os dois times, o Boavista acabou levando a melhor nos pênaltis, por meio dos quais chegou à final da Taça Guanabara, na qual foi vencido pelo Flamengo. Agora, a vitória - diga-se de passagem, justa - em tempo normal piorou ainda mais a delicada situação vivida pelo Flu. Se o time já buscava um substituto para Muricy com urgência, a derrota de domingo, com os gritos de parte da torcida apelando para a contratação de um novo treinador, intensificou essa busca e fez, inclusive, a diretoria do clube passar a atirar com uma metralhadora para todos os lados.

Nos últimos dias, Dorival Júnior, Felipão, Cuca, Levir Culpi, Adilson Batista e até Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta, receberam propostas de comandar o Fluminense e as rejeitaram. O único que está realmente disposto a assumir o Tricolor é Abel Braga. Contudo, como o técnico só pode passar a comandar o clube em maio ou, no mais tardar, junho, a cúpula tricolor buscou soluções imediatas, todas as quais fracassaram. Bom para a torcida, que, em sua maioria, torce pela volta de Abel, mesmo que sejamos comandados por um técnico interino até lá. Será que é difícil os dirigentes darem ouvido à torcida e fazerem nossa vontade? Se der errado, a responsabilidade é toda nossa, afinal, fomos nós quem pedimos. O que não pode é buscar desesperadamente por um nome para substituir Muricy e depreciar a imagem do clube com essas múltiplas recusas, justificadas pela crise vivida pelo Flu atualmente. Qual treinador quer trocar a estrutura (não é difícil ter uma melhor do que o Fluminense), o conforto e a estabilidade que possuem nos clubes que comandam pelo ambiente inóspito do atual campeão brasileiro? Confesso que, se eu fosse técnico, não me arriscaria a esse ponto, portanto, a atitude desses profissionais é completamente compreensível. Ridículo mesmo é a acessoria de imprensa do clube anunciar a contratação de um treinador (Gilson Klaine) sem ter assinado contrato com ele, ato de total amadorismo demonstrado ontem por nossa diretoria, que tanto criticava a cúpula passada devido a isso. Cadê o profissionalismo que deveria caracterizar a atual gestão?

O medo da torcida tricolor é possibilidade da chegada de Joel Santana ao clube. O técnico enfrenta problemas no Botafogo e talvez saia do clube hoje de manhã. O "Papai Joel" deveria ser considerado persona non grata nas Laranjeiras depois de 95, ano no qual vencemos o épico Campeonato Carioca, mas fomos eliminados bisonhamente pelo Santos na semifinal do Brasileirão, e de 96, época em que Joel comandava a equipe do Flamengo e escalou reservas no último jogo contra o Bahia, que foi vencido pelo time baiano e culminou no rebaixamento do Flu. Joel não, diretoria! Também não queremos técnicos meia-boca no nosso time! Vemos Abel Braga dando declarações que deixam completamente expressa sua vontade de retornar ao Tricolor. Por que não ele? Façam o óbvio: efetivem um interino, seja lá quem for (pode ser Josué Teixeira, do Nova Iguaçu, ou até Enderson Moreira, contratado no último domingo para essa função) até a chegada de Abel. Visto à proximidade do jogo importantíssimo contra o América-MEX amanhã, é necessária a urgente estabilização dessa crise que atinge o Fluminense. Não percam mais tempo!

Felizmente, temos a possibilidade de uma grande novidade que muito melhora o prognóstico tricolor. Peter Siemsen fechou um acordo de compromisso com o dono do clube Banana Golf (que, por sinal, é tricolor de coração), e finalmente o local do nosso CT será comprado em breve, com o dinheiro advindo das cotas de televisão, de forma parcelada. Provavelmente esse foi o único ponto positivo da saída de Muricy: a diretoria partiu imediatamente em busca de combater os problemas de estrutura expostos pelo técnico.

Quarta-feira é dia de decisão. O Fluminense joga a sua vida na Libertadores. Disputa o direito de continuar na disputa pela conquista do tão sonhado título. É vencer ou vencer o América-MEX. O problema é que a situação vivida pelo clube em nada ajuda. Se a missão tricolor é dificílima, o atual momento do clube parece torná-la impossível. Contudo, de missão impossível o Fluminense entende (ah se entende)! O Time de Guerreiros é a prova viva disso. É a hora de retomar esse espírito de luta que tanto encantou a torcida tricolor. Tricolores, quarta-feira é dia de Engenhão. Ignorem o preço, a dificuldade de acesso, o horário. O Fluminense precisa de vocês. Quarta-feira é dia de uma perfeita sintonia entre time e torcida. É dia de se manter vivo em busca de tornar realidade um antigo sonho. Até breve!

Saudações Tricolores

Semana conturbada pós-Fla-Flu

Guerreiros, com oito dias de atraso, sai o post sobre o maior clássico do Brasil. Contudo, a emoção ficou para depois do clássico. A partida foi bastante sem graça, e o empate foi um resultado justo, já que houve domínio rubro-negro durante a primeira etapa e tricolor durante o segundo tempo. O Flamengo levou bastante perigo ao Flu nos chutes de Thiago Neves, os quais obrigaram Ricardo Berna a fazer boas defesas (goleiro titular absoluto, inanimidade na torcida). Já o Tricolor só passou a levar real perigo com as entradas de Souza e Araújo (aliás, ainda não sei como Souza é banco para Marquinho). Ronaldinho Gaúcho, coitado, foi anulado na partida, não fez nada (mentira, conseguiu driblar Diguinho e levar perigo ao gol do Flu, mas somente em um mísero lance). Enfim, poucas chances criadas e desperdiçadas de ambos os lados, jogo equilibrado e placar condizente com o desempenho dos times em campo. Após o jogo é que veio o duro golpe no planejamento tricolor: Muricy Ramalho, melhor técnico do Brasil (para mim e para outros milhões), o homem que jamais rompia contratos, pediu demissão do Fluminense Football Club.

O Flu já atravessava uma reformulação no cenário político que culminou na demissão do vice de futebol Alcides Antunes, tido como muitos na imprensa como amigo de Muricy, e, segundo as notícias, o ex-treinador tricolor teria ficado chateado com a sua saída. Alegando falta de estrutura e não-cumprimento das promessas a ele feitas quanto a esse aspecto, Muricy largou o nosso time em situação delicada na Taça Libertadores - lembrando que ele foi o principal responsável por isso, escalando errado o time, armando-o mal e fazendo substituições equivocadas - a pouco mais de uma semana de uma decisão contra o América-MEX no Engenhão (só a vitória interessa). Fontes internas do clube alegam que ele recebeu uma proposta de um milhão mensais do Santos, e isso foi o principal motivo de sua saída do Flu (ontem recebeu proposta oficialmente do clube). Entretanto, era nítido o desânimo apresentado por ele nos últimos jogos. Observando-o durante os jogos, já não tinha o mesmo comportamento agitado que lhe é característico. Muricy tem razão ao não considerar adequada para o trabalho as péssimas condições de treinamento oferecidas pelo Fluminense. A estrutura do clube é uma lástima. Até ratos (esse assunto deu muito o que falar) havia nos vestiários. Apesar desses problemas, não deveria ter largado o time em um momento tão importante, em que disputa o direito de continuar a sonhar com a conquista da Libertadores, que deixamos escapar em 2008. Com certeza, se tivesse obtido bons resultados na competição, não teria abandonado o barco em andamento. Injusto também é Muricy exigir o cumprimento das promessas pela atual diretoria. Peter Siemsen está no comando há cerca de três meses, pouco tempo para que o CT pedido por Muricy fosse construído. O presidente do Flu, inclusive, andara visitando terrenos onde poderia estabelecê-lo. O maior erro de Muricy, entretanto, foi ter anunciado para toda a imprensa as carências estruturais do clube, expondo-o ao ridículo e fazendo-o virar motivos de chacota. Os problemas internos do Fluminense devem ficar no clube, e não serem ventilados aos quatro cantos do mundo. Atitude de moleque. Deveria ao menos ter um pouco mais de respeito pelo clube que o acolheu com carinho e pela torcida que, por vezes, idolatrou-o, torcida essa ao qual ele nem sequer se dirigiu diretamente. Gostaria de deixar claro que sou fã do trabalho de Muricy e sou bastante grato a ele pelo título que nos ajudou a conquistar após 26 anos de espera, mas ele realmente errou (e muito!) na sua saída do Fluminense.

O nosso amado clube está em frangalhos a 2 dias de uma decisão. A crise, que antes muitos consideravam invenção da imprensa, é intensa nas Laranjeiras. O ambiente de trabalho tumultuado, com os problemas completamente expostos, faz o atual campeão brasileiro ver todo o seu planejamento anual ser gravemente ameaçado. Tudo ameaça ir por água abaixo. Para completar, após o jogo do Boavista, estouraram os casos de recusa dos técnicos em assumir o comando do Flu, mas isso é assunto do próximo post. Até lá.

Saudações Tricolores

quarta-feira, 9 de março de 2011

O craque voltou!

Guerreiros, finalmente vimos em campo o Darío Conca a que estamos acostumados. O craque do Campeonato Brasileiro de 2010 voltou. Hoje, com uma excelente exibição, fez um gol e deu uma assistência, sendo decisivo na vitória por 3 a 1 do Fluminense sobre o América. O jogador que, inclusive, chegou a ser criticado por uma parte da torcida devido às suas recentes exibições, mostrou que ninguém desaprende a jogar futebol. Será que era difícil entender que é preciso tempo para um jogador se recuperar de uma artroscopia no joelho, ainda mais voltando antes do tempo de recuperação previsto? Após a partida de hoje, Conca, além de afastar as cornetas, recupera a moral que poderia estar abalada devido ao seu desempenho nos últimos jogos. Com o craque jogando o que sabe, o Fluminense melhora 1000%!

Logo aos 43 segundos de jogo, a arbitragem impediu que saísse o primeiro gol tricolor. Um dos assistentes assinalou um impedimento inexistente de Araújo, o qual tinha uma oportunidade cara a cara com o goleiro. Em seguida, Ruy, do América, chutou e Berna espalmou. Novo impedimento mal marcado para o Fluminense, mas, por sorte, Gum não havia dominado, senão haveria muita reclamação. Contudo, o América levava mais perigo, e Diguinho (que não era o do Flu) acertou o travessão, aproveitando-se da lentidão de Gum para driblá-lo e finalizar no gol. No lance seguinte, He-man chutou mal após lindo passe de peito de Diguinho (agora o tricolor). Após a parada técnica, o Fluminense melhorou e passou a ser o dono das principais ações do jogo. O gol saiu aos 32 minutos, quando o foco era o escorregão do árbitro João Batista de Arruda. Carlinhos cobrou lateral para Rafael Moura, que protegeu a bola muitíssimo bem, prendendo dois jogadores do América na marcação, girou e cruzou para Conca só escorar para o gol. Grande assistência do He-man, que apagou as más recordações da torcida tricolor devido a sua primeira passagem pelo clube e provou que se tornou um baita centroavante. Que volta por cima desse rapaz!

Logo no começo do segundo tempo, a torcida tricolor tomou um susto. O árbitro marcou um pênalti inexistente de Leandro Euzébio no lateral-direito Michel, do América. Dizem por aí que pênalti roubado não entra. A verdade é que a maioria entra sim, mas o de hoje foi ao encontro desse ditado. Ricardo Berna se adiantou bastante (lembrou-me, inclusive, um goleiro que joga no São Paulo e sempre faz isso) e defendeu a cobrança de Diguinho, o qual bateu tão mal que não reclamou do posicionamento do goleiro. Erro por erro, o placar permaneceu inalterado. Nada mais justo. Dizem, também, que, no futebol, quem não faz, leva. Aos 8, Conca, pela direita, cruzou. Araújo desviou de cabeça, e He-man cabeceou para o gol, ampliando a vantagem tricolor. Rafael Moura ainda teve a chance de fazer mais um. Conca fez um lançamento excepcional para Marquinho, que passou para o He-man, mas o seu chute forte foi defendido pelo goleiro Paulo Wanzeler. Aos 28, entretanto, o atacante não desperdiçou a oportunidade. Conca foi lançado por Emerson (que entrou no decorrer da partida no lugar de Araújo), dominou na grande área, cruzou de perna direita, e Rafael Moura completou para o gol. Praticamente morto na partida, o América pouco oferecia perigo ao gol de Ricardo Berna. Entretanto, com a defesa do Flu em campo, não tem placar em branco. O ataque do América aproveitou a linha burra tricolor (muitos - como eu - preferem chamar assim a linha de impedimento), e Bruno Reis recebeu com o gol escancarado. 3 a 1. O gol deu novo ânimo ao adversário, mas Berna garantiu que a reação parasse por aí. Com a vitória, o Flu atingiu os 6 pontos na Taça Rio e divide a liderança com o Botafogo.

Domingo é dia de Fla-Flu. Mais do que um clássico normal (embora um Fla-Flu jamais possa ser taxado disso), será o confronto entre o time mais badalado do momento, que tem Ronaldinho Gaúcho entre os titulares, e o atual campeão brasileiro. O Flamengo busca manter sua invencibilidade no ano, e o Fluminense procurar conseguir a terceira vitória consecutiva para afastar de vez a má fase que o cercava. Além disso, dois jogadores com passagens notáveis pelos arquirrivais se encontrarão com o ex-clube. Thiago Neves, campeão da Copa do Brasil de 2007 pelo Flu e protagonista do vice-campeonato da Libertadores de 2008 reverá a torcida tricolor, que tanto gritou seu nome nas arquibancadas em anos passados. Emerson, campeão carioca pelo Flamengo e jogador importante para o clube durante metade do Campeonato Brasileiro de 2009, conquistado pelo rubro-negro, reencontra no Engenhão a torcida que carinhosamente o batizou de Sheik. Domingo é o dia do nosso próximo encontro, e espero que seja para comentar a nossa vitória no maior clássico do Brasil. Ver-nos-emos em breve!

Saudações Tricolores

segunda-feira, 7 de março de 2011

Novo ânimo

Guerreiros, finalmente voltamos a vencer. Para uma torcida que está acostumada a ver o melhor time do País em campo, quatro jogos sem vitória foram uma eternidade. Finalmente, sábado, contra o Resende, a torcida tricolor pôde sentir de novo o gostinho da vitória, mesmo que esta tenha sido obtida sobre um time de menor expressão. O importante é que o Fluminense recebeu uma nova injeção de confiança, fundamental para que a equipe volte a viver um bom momento a fim de encarar a dificílima luta pela classificação na Libertadores. Reage, Flu!

Estreando o escudo de campeão brasileiro no uniforme, o Fluminense, até o final do primeiro tempo, portou-se como tal, mesmo com um time misto. Jogou verdadeiramente como time grande e dominou o jogo em toda a primeira etapa. As jogadas pela direita com Souza e Mariano surtiram bastante efeito, e Araújo quase marcou o primeiro gol do jogo aos 4 minutos, após cruzamento do meio-campo, mas o goleiro Eduardo fez uma belíssima defesa, mantendo a igualdade no placar. Fernando Bob, que ganhou chance devido a Diguinho ter sido poupado, foi bem no jogo (até ser expulso). Fez um passe magistral para Souza, o qual chutou por cima do gol, perdendo um gol incrível. Em seguida, ainda antes da parada técnica, Rafael Moura acertou a trave após cruzamento de Marquinho. O He-man ainda perdeu um grande oportunidade, dentro da grande área, em frente ao gol, quando Souza cruzou na medida. O atacante dominou, escolheu o canto e chutou para fora. Todavia, o gol tricolor estava amadurecendo. Aos 40 minutos, enfim, Mariano ganhou jogada praticamente perdida pela direita e rolou para Araújo chutar por cima do goleiro e finalmente abrir o placar. Com um desempenho bastante acima da média, Araújo provou que deveria ter sido titular do Fluminense nas três primeiras partidas da Libertadores. Próximo ao fim da primeira etapa, o árbitro erroneamente tirou Fernando Bob (o volante, inclusive, foi quem sofreu falta na jogada) do jogo, distribuindo-lhe o segundo amarelo. A expulsão do jogador tricolor mudou completamente o panorama do jogo no segundo tempo.

Na primeira etapa, Ricardo Berna praticamente só trabalhou em um chute cruzado de Léo. No segundo, com a vantagem numérica, o Resende buscou agredir o Fluminense e passou a levar grande perigo ao goleiro tricolor. Aos 2 minutos, em levantamento para área, Edinho afastou mal de cabeça, um jogador do Resende ganhou de cabeça em meio a dois do Flu, e Kim chutou forte, empatando a partida. Muricy, então, colocou Emerson e Diogo em campo, e o time melhorou com a entrada dos dois jogadores. Diogo deu consistência ao sistema defensivo, e Emerson, jogador diferenciado, aumentou a ofensividade da equipe. Aos 7, o Sheik sofreu falta pela esquerda. Marquinho cobrou na cabeça de Leandro Euzébio, que cabeceou no canto e fez o segundo do Tricolor. Com a vantagem no placar e um jogador a menos em campo, o Fluminense diminuiu o ritmo de jogo, e o Resende cresceu na partida, pressionando bastante a nossa equipe. Ricardo Berna foi obrigado a fazer bela defesa em chute de fora da área de Kim. Depois, em finalização de Elias, Berna espalmou, a bola bateu na trave e sobrou para Fábio, que girou e conseguiu achar espaço para chutar, mas parou no goleiro. Além disso, o arqueiro foi bem novamente em um chute de muito longe de Kim, espalmando para escanteio. É, Diego Cavalieri, Ricardo Berna é incontestavelmente o melhor nome do momento para o gol tricolor. Sufocado, o Fluminense quase viu o Resende marcar o gol de empate quando Fábio, após confusão na área e saída de gol errada de Berna, chutou inacreditavelmente por cima do gol. Resistindo à pressão, o Flu finalmente voltou ao caminho das vitórias. Mais do que 3 pontos, a vitória dá novo ânimo à equipe, que, em breve, enfrentará o arquirrival Flamengo e disputará o jogo contra o América-MEX no Engenhão, no qual só a vitória mantém viva a esperança de classificação.

Quarta, enfrentaremos o América do Rio no Engenhão. Ganhar é essencial para manter a confiança tricolor, que joga o Fla-Flu no domingo. Fred e Deco já estão deixando a fisioterapia e possivelmente estarão disponíveis no jogo contra o América-MEX no dia 23, além de Emerson, já recuperado. Se a equipe titular do Flu estiver completa nos 3 últimos jogos da fase de grupos da Libertadores, as chances de classificação aumentam consideravelmente. Que a bruxa que está à solta nas Laranjeiras nos últimos meses fuja para bem longe! Encontrar-nos-emos nesse blog provavelmente na quinta-feira, quando comentarei o jogo do dia anterior. Até!

Saudações Tricolores

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quem avisa amigo é

Guerreiros, no domingo, após a eliminação na Taça Guanabara, confesso que estive bastante chateado para escrever sobre a partida e, durante a semana, estive sem ânimo e sem tempo. Contudo, antes tarde do que nunca. O post finalmente está saindo. Mais tarde, novamente escreverei, depois do confronto contra o Nacional pela Libertadores. Torçamos que a derrota de domingo tenha mexido com o brio dos nossos jogadores. É ganhar ou ganhar!

Eu avisei. O Fluminense se deveria impor na partida. Alertei sobre o cuidado de não deixar ocorrer outra zebra, como foi com a vitória do Resende sobre o Flamengo em 2009. Não teve jeito. A história se repetiu, e novamente um grande foi eliminado por um pequeno. O Flu, tido por uma reportagem do globoesporte.com dias antes do confronto decisivo como o "terror de pequenos", caiu diante do Boavista, que chegou à sua primeira final de turno, nos pênaltis. A zebra está à solta.

O Fluminense entrou em campo apático. Desarrumado taticamente, Diguinho era o principal armador das jogadas. Conca esteve muito apagado. Os laterais, tímidos, pouco acertaram, principalmente, Carlinhos, que fez uma péssima partida e merecia ter sido sacado no decorrer do jogo. A defesa, mais uma vez, medonha. O segundo gol da equipe de Saquarema é a prova disso. Falha de marcação total em um cruzamento que deveria ter sido afastado facilmente pela defesa. O ataque foi, durante grande parte do jogo, inoperante. Continuo achando que o uso de dois centroavantes não é a melhor opção. Domingo, o time teve muito pouca mobilidade e dificilmente acertou cruzamentos. Acredito que o caminho não é por aí. Contudo, é até compreensível tal opção de Muricy Ramalho. Logicamente, com Fred à disposição, jamais o técnico abriria mão dele, e Rafael Moura vive grande fase. Foi dele, inclusive, que surgiu a falta que originou o primeiro gol da partida. Marquinho, substituto de Souza na partida, cobrou com perfeição, na gaveta. Pouquíssimo tempo depois, infelizmente, Edinho cometeu falta boba e, na cobrança, a bola foi rolada para Tony, que acertou uma bomba. Golaço de empate do Boavista. Gol para nenhum admirador de futebol colocar defeito. Após o golpe, confesso que a equipe adversária, inclusive, foi melhor no primeiro tempo. Todavia, "futebol é bola na rede". Próximo ao fim da etapa inicial, Conca cobrou falta, cruzando para a grande área, Rafael Moura tocou, na linha de fundo, de cabeça, e Fred apenas completou, também cabeceando, para o gol vazio, colocando novamente o Flu na frente. O Boavista ainda assustou em duas oportunidades, mas o jogo foi para o intervalo com vitória parcial tricolor.

No segundo tempo, o Boavista voltou decidido a empatar o jogo. Edu Pina chutou forte para fora, e Leandro chutou da intermediária pela linha de fundo. Aos 9 minutos, finalmente chegou ao gol, em falha generalizada da defesa tricolor. Mariano falhou na marcação, Gum não chegou a tempo, Leandro Euzébio não afastou a bola cruzada, e Carlinhos permitiu a finalização de André Luis, aniversariante do dia, que novamente deixou tudo igual na partida. O atacante do Boavista por pouco não virou o jogo após um contra-ataque que contou com nova falha de Carlinhos, dessa vez errando o tempo da bola na interceptação. A partir daí, não podemos negar que o Fluminense não tentou. Passou a dominar o jogo, mas falhou nas finalizações. O Tricolor corria contra o tempo, que passava rápido com a cera feita pelo time adversário. O goleiro Thiago garantiu a ida do jogo para os pênaltis. Nas cobranças, faltou competência a Conca e Rodriguinho, e o Fluminense foi eliminado por 4 a 2 da Taça Guanabara pela zebra de Saquarema, que enfrentará o Flamengo na final. Dificilmente o Império do Mal se irá deixar surpreender, mas o Boavista provou que pode complicar bastante as coisas. Só nos resta torcer para que complique!

Muricy Ramalho tem grande parcela de culpa no fracasso do jogo passado. Insistiu com Carlinhos, muito mal na partida, durante os 90 minutos, substituiu mal, tirando Fred, que sentiu a panturrilha, e colocando Souza, em vez de colocar imediatamente Rodriguinho (este só entrou posteriormente, no lugar de Marquinho) e montou mal a equipe, elaborando um esquema de pouca movimentação e deixando Diguinho como o responsável por armar o jogo. Um dia para ser esquecido. Abre o olho, Muritetra!

Mais tarde, o Flu enfrenta o Nacional pela segunda rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América. Como já falei acima, só a vitória importa. Façamos a nossa parte e torçamos por um empate entre América-MEX e Argentinos Jrs. para assumirmos o primeiro lugar do grupo. Uma eliminação ridícula como essa de domingo certamente mexe com o brio dos jogadores. Teremos, com certeza, um time bastante empenhado na partida. O problema é que a bruxa está à solta nas Laranjeiras. As lesões voltaram a se tornar constantes. Fred, sacado durante o jogo, está fora da partida, além de Rodriguinho, distante do gramado por 3 meses após se machucar durante o treino. Pior ainda, Rafael Moura é dúvida devido a dores lombares. Só Araújo está garantido no ataque, mas acredito que o He-Man também será titular na partida de hoje. Apesar de desfalcado, ainda temos plenas condições de vencer o Nacional jogando no Engenhão. É manter o foco e entrar decidido. Amanhã (já que o jogo acaba meia-noite) tem nova postagem. Até breve!

Saudações Tricolores

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ele tem a força!

Guerreiros, novamente o Fluminense precisou da ajuda de um super-herói. Rafael Moura, o He-Man, marcou hoje à tarde o gol da vitória sobre o Madureira, que garantiu o primeiro lugar do grupo B e, com todo o respeito ao Boavista, tornou o caminho do Fluminense à final da Taça Guanabara teoricamente mais fácil. O Fla-Flu, que parecia já ser uma certeza, foi adiado, pelo menos por um jogo, graças ao tropeço do Botafogo em casa contra o Macaé, o que permitiu a ascensão do Flu ao topo da tabela. Além de enfrentar - repito, em tese - o adversário mais fraco, o Fluminense conseguiu mais um dia de preparação para a partida contra o Nacional-URU, que será realizada no dia 23 no Engenhão, válida pela segunda rodada da Taça Libertadores da América. Por ter se classificado como líder do grupo, o Tricolor jogará no sábado contra o Boavista, segundo colocado do grupo A, em vez de ser, como se encaminhava após a derrota no Clássico Vovô, no domingo, dia em que se enfrentarão Botafogo e Flamengo.

A suada vitória não condiz com o que vimos em campo. O Fluminense, apesar da forte marcação do Madureira (principalmente no primeiro tempo), criou várias oportunidades claras de gol, as quais ora eram desperdiçadas por chutes fracos e imprecisos dos nossos jogadores, ora eram defendidas pelo goleiro Cléber, que, a meu ver, foi o melhor jogador em campo. Perto da parada técnica do primeiro tempo, o Flu quase chegou ao gol. Após levantamento de Souza, a bola passou na frente de Rafael Moura (titular na partida ao lado de Fred, mais uma vez), Gum e Digão, mas nenhum deles conseguiu alcançá-la. Digão, aliás, foi o substituto de Leandro Euzébio, poupado, na partida. Muricy surpreendeu ao não escalar André Luís para a vaga (claro, surpresa bem positiva, pois o torcedor tricolor não aguenta mais esse jogador bizarro). Perto do fim do primeiro tempo, Conca quase marcou um golaço em jogada individual, mas chutou fraco para a defesa de Cléber. A melhor oportunidade da etapa inicial, no entanto, foi uma cabeçada de Digão após cobrança de escanteio de Souza. Cléber defendeu no susto, e a bola bateu na trave antes de sair. Ricardo Berna (a outra novidade na partida - Cavalieri foi barrado para a entrada do goleiro campeão brasileiro) pouco trabalhou, só necessitando fazer duas boas defesas em 45 minutos.

No segundo tempo, o Flu, que jogou a primeira etapa em um ritmo lento, voltou decidido a liquidar o jogo. Souza obrigou o goleiro do Madureira a fazer boa defesa em chute de fora da área, em uma cobrança de falta muito próxima à grande área e no escanteio originado pela falta espalmada. Cléber fez uma excelente defesa em uma cabeçada de Gum com endereço certo. Rafael Moura colocou na trave em nova falta cobrada por Souza. Era notório que o gol estava próximo. Finalmente, aos 28 minutos do segundo tempo, foi a vez de Conca cobrar a infração. O cruzamento foi certeiro. He-Man cabeceou de costas, finalmente vencendo Cléber, e puxou a tradicional espada de Greyskull na comemoração. Foi o gol da vitória tricolor, da classificação em primeiro do grupo. Depois, He-Man foi fominha, desperdiçando a chance do Flu de liquidar o jogo. O que me espantou mesmo foi a incompetência do Fluminense em segurar a bola no campo de ataque até o fim do jogo. Bolas roubadas pelo Madureira puseram em risco à liderança tricolor. Ricardo Berna defendeu um bom chute de fora da área e salvou um gol olímpico. Em outro lance, a bola explodiu em Digão num chute de um jogador do Madureira. Fim de jogo no Raulino de Oliveira, e o Fluminense terminou a Taça Guanabara como líder do grupo B.

O nosso próximo encontro é sábado, após a semifinal contra o Boavista. O Fluminense terá uma semana de preparação para o jogo, e contará, pelo menos até agora, com todos os titulares (exceto Emerson e Deco, lesionados há algum tempo) para a partida. A estratégia de poupar os pendurados de Muricy deu certo. Agora é manter o foco na semifinal e ter, acima de tudo, humildade. Nada de salto alto. Apesar de ser um time de pouco renome (o clube chega à primeira vez numa semifinal de turno do Carioca), devemos ter como exemplo a eliminação do Flamengo pelo Resende, em 2009, na mesma fase da competição. O Fluminense tem de se impor e jogar como o legítimo campeão brasileiro de 2010. Não pode haver espaço para uma nova zebra! Até sábado!

Saudações Tricolores

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O peso de uma má arbitragem

Guerreiros, faltam-me palavras para descrever o imenso nojo que sinto. Eu voltei para casa do jogo completamente desiludido em relação a futebol. Depois do jogo de hoje, não creio que haja justiça nessa modalidade esportiva. O que vimos hoje foi completamente ridículo, lamentável. Não me lembro de ter visto arbitragem tão tendenciosa desde a final da Libertadores da América em 2008. Nunca vi uma arbitragem construir tão claramente um resultado como hoje. Vergonhoso!

O Fluminense jogou bem. Como a maioria dos clássicos, a partida estava equilibrada, até Renato Cajá se impor. Em falta boba cometida por Carlinhos em Alessandro, Cajá cobrou com perfeição, sem chances para Cavalieri, que quase chegou a tempo. Pouco tempo depois, o meia botafoguense chutou no travessão. O Flu reagiu, com uma tabela feita por Fred e Mariano, na qual o nosso camisa 2 foi parado por Jefferson, que colocou a bola para escanteio. Logo em seguida, em cobrança de escanteio (que não foi o gerado pelo chute de Mariano), He-man, em sua estréia, cabeceou com estilo para o gol e empatou o jogo. Pelo que vi, parece mesmo estar disposto a apagar a triste passagem pelas Laranjeiras 4 anos antes. Aos 40, Valencia, substituto de Diguinho, ausente devido ao nascimento de sua filha, chegou atrasado em uma disputa de bola (na verdade, parece que o volante sequer encostou no adversário) e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso. Com a vantagem numérica, o Botafogo levou perigo mais uma vez, com o inspiradíssimo Cajá acertando novamente o travessão. A bola quicou em cima da linha, e os botafoguenses pediram gol. Entretanto, ela não ultrapassou totalmente a linha do gol, ao contrário do chute de Rafael Moura, após cobrança de falta de Souza. Jefferson tirou de dentro do gol, e a virada tricolor foi corretamente assinalada. No final do primeiro tempo, Marcelo Mattos chegou atrasado em Conca e foi expulso pela entrada violenta. O jogo foi para o intervalo com nova igualdade numérica.

Na volta do intervalo, logo ao começo do segundo tempo, Loco Abreu, impedido, foi puxado por Rafael Moura dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. Um equívoco, já que o impedimento não foi assinalado. Na cobrança, cavadinha do Loco e defesa de Cavalieri, que ficou no meio do gol. Se já não bastasse o erro nesse lance, Gutemberg de Paula Fonseca marcou outro pênalti, assinalando empurrão de Edinho em Bruno, do Botafogo, em um lance normal. O jogador alvinegro chutou totalmente desequilibrado, prensado por Edinho, e Gutemberg considerou que o braço do volante foi o responsável pelo ridículo chute. Não foi absolutamente nada. Desse vez, Abreu não desperdiçou. O gol de empate do Botafogo em um pênalti que não existiu fez o time tricolor perder o equilíbrio. Os jogadores ficaram visivelmente nervosos com o erro, e, com o Flu ainda atordoado, Renato Cajá, o nome do jogo, fez um passe espetacular, rasgando a defesa do Flu e deixando Herrera na cara de Diego Cavalieri para virar o jogo. Contudo, o Fluminense continuou tentando chegar ao empate de qualquer maneira e teve boas oportunidades com Araújo e Carlinhos, duas vezes, todas defendidas por Jefferson. Excelente atuação do goleiro do Botafogo. O pior, entretanto, ainda estava por vir: ao final do jogo, o juiz assinalou 3 minutos de jogo e encerrou a partida aos 46 e meio! Sinceramente, não dá para entender. Será que tudo isso é apenas "erro", apenas incompetência? Ao meu ver, estão querendo que Botafogo e Flamengo cheguem à final. Cabe ao Flu abrir o olho se for realmente o segundo do grupo e for enfrentar o Flamengo na semifinal. "Erros" como esse podem facilmente voltar a acontecer, ainda mais contra o time da mídia. Hoje ficou bastante claro o peso que uma má (incompetente ou má intencionada, julguem como quiserem) arbitragem pode ter em uma partida. Decidiu o clássico.

Agora a atenção está voltada para o jogo de quarta. Estamos a 3 dias da estréia na maior competição do continente. Rafael Moura, o He-man, que anotou dois gols na sua estréia, provou que está pronto para substituir Fred contra o Argentinos Jrs. Felizmente, teremos a volta de Diguinho, que fez muita falta hoje. É hora de esquecer o tropeço diante do Botafogo e focar na missão de 2011: pintar a América de verde, branco e grená. Tricolores, vivos ou mortos, doentes ou sadios, têm de ir ao Engenhão. Na quarta, este blog terá sua primeira postagem sobre um jogo na Libertadores da América. Que seja sobre uma vitória, para começar a competição com o pé direito! O sonho, adiado em 2008, pode-se realizar neste ano.

Saudações Tricolores

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É o Fred! É o Fred! É o Fred! É o Fred! É o Fred!

Guerreiros, no post passado, eu falei que o Flu teria uma chance de ouro na partida de ontem, e nosso time não a deixou escapar, classificando-se para a semifinal. O Fluminense é o primeiro colocado do Grupo B da Taça Guanabara, e o grande responsável por isso, sem dúvidas, chama-se Frederico Chaves Guedes, o Fred. Nosso camisa 9 foi impecável até agora no Campeonato Carioca, e seu grande desempenho na competição o deixou ontem completamente isolado na artilharia, com 8 gols em 5 jogos. Esse excelente início de ano do atacante dá aos torcedores grande esperança acerca da sua contribuição para o sucesso da equipe. Com Fred em campo, jogando o que vem jogando, o Fluminense é outro. Que este seja o seu ano no Fluminense, Fred!

O Duque de Caxias foi guerreiro. Deu bastante trabalho ao Flu, e o jogo só foi decidido na metade do segundo tempo. O goleiro Fernando merece ocupar o posto de melhor em campo com Fred, apesar dos três gols sofridos. Foi uma verdadeira muralha e salvou o Duque de Caxias em muitas oportunidades. No primeiro tempo, a equipe levou bastante perigo à meta de Diego Cavalieri em contra-ataques. O nosso goleiro nos salvou em duas oportunidades: a primeira delas, mais por demérito do atacante adversário, foi em um chute dentro da pequena área após cruzamento de Somália; a segunda foi realmente brilhante, ao defender um chute de Lenilson. Enquanto isso, o Flu, melhor na partida, perdia gols. Carlinhos, em linda jogada, esbarrou na trave após passe magistral de Conca (que começou jogando a partida a fim de ganhar ritmo de jogo para a estréia na Libertadores na próxima quarta-feira). A trave também parou Araújo, que estreou hoje no Flu. O nosso camisa 10, aliás, perdeu outra oportunidade, quando errou o tempo da bola e furou depois de outro passe do argentino. Fernando ainda defendeu uma bomba de Souza no fim do primeiro tempo. Apesar do domínio do Flu, a falta de pontaria tricolor acarretou um empate sem gols. Um 0 a 0 bem movimentado.

Na segunda etapa, o Duque começou assustando o Fluminense, mas o Tricolor foi quem abriu o placar. A estrela de Fred começou a brilhar na partida. Araújo tomou a bola e cruzou na medida pra o nosso artilheiro emendar de primeira. Contudo, o grande problema do Fluminense nesse início de temporada, o sistema defensivo, voltou a aparecer. Em falta cobrada pelo Duque, Marlon cabeceou livre, encobrindo Diego Cavalieri. Apesar do vacilo do goleiro, indeciso no lance, segundo as palavras do próprio Muricy, o principal culpado foi Edinho, que participou da barreira em vez de ir à área, permitindo que Marlon recebesse livre de qualquer marcação. Felizmente, nosso treinador tem observado os erros da defesa e, com certeza, fará de tudo para corrigi-los. O Flu seguiu em busca da vitória e teve boas oportunidades com Fred e com Conca, este parando no goleiro Fernando. Aos 28, Conca deixou o artilheiro na cara do gol, e ele não desperdiçou. Uma nova chance de gol foi perdida após cabeçada muito perigosa de Willians, que, mais uma vez, entrou bem numa partida, e Fernando salvou o Duque em chute de Souza numa linda tabela com Fred. Por fim, aos 45, em jogada individual, o artilheiro driblou o marcador e chutou forte de esquerda, selando o placar. Mais uma excelente exibição dele e mais uma vitória tricolor.

Novamente, o problema do Flu foi a defesa, que tomou 6 gols nos 5 primeiros jogos do Campeonato Carioca, todos contra times pequenos, um dado bastante preocupante tendo em vista o adversário do próximo jogo e a estréia na Libertadores quarta. Fred dispensa comentários. Melhor atacante do Brasil. Amarelinha nele! Conca, voltando ao time como titular, provou que já está pronto para voltar a assumir o seu papel de maestro do Fluminense. Souza jogou muito bem, participando ativamente da marcação e sendo bastante efetivo na criação de jogadas e nas bolas paradas.

Quanto à arbitragem, esteve muito bem no jogo. Não cometeu erros relevantes. Só me recordo do impedimento assinalado de Araújo, em posição difícil de ser analisada, o qual, para mim, pareceu estar na mesma linha do último homem do Duque. Contudo, não há nenhum motivo para criticar o bandeirinha por isso.

Com 15 pontos, o Fluminense está matematicamente classificado para a semifinal. Domingo é dia de clássico Vovô no Engenhão. O Botafogo, devido ao tropeço diante do Bangu, perdeu a liderança para o Flu e ainda não está classificado, podendo até ficar ameaçado se perder a próxima partida, e o Bangu ganhar (Ficaria com 13 pontos, e o Bangu, com 11, e a classificação seria decidida no último jogo da fase de grupos), embora dificilmente perderá do Macaé na 7ª rodada. Quanto ao Flu, volto frisar a importância de conseguir manter o primeiro lugar do grupo, já que, teoricamente, o trabalho na semifinal será facilitado, pois há grandes chances de enfrentar um dos times pequenos. Enfim, temos a promessa de um grande clássico no domingo. O tricolor que mora no Rio e não for ao jogo, com certeza, perderá uma grande partida! Que o Flu vença o clássico, e saiamos do jogo mais líderes do que nunca!

Saudações Tricolores

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A chance de ouro

Guerreiros, o Fluminense manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca de 2011. Considerando que os quatro adversários que enfrentou até o momento foram clubes de pequena importância no âmbito nacional, o nosso Tricolor não fez mais do que sua obrigação. Contudo, a exibição no último jogo, com certeza, não agradou a nós, torcedores, devido, principalmente, à nossa zaga, que abusou nas falhas. Felizmente, nosso técnico é Muricy Ramalho. "Temos que melhorar em todos os setores". Com ele não tem folga! Acorda, Fluminense! Não dá para continuar vacilando assim no futuro!

Logo no começo da partida, em jogada ensaiada, Souza cobrou falta pela direita tocando para Fred, no meio da grande área, de primeira, chutar colocado e abrir o placar no Moacyrzão. O Fluminense era tranquilo, aproveitava-se da enorme diferença técnica entre as duas equipes e não parecia longe de marcar o segundo. A Cabofriense, pior time do campeonato até então, não conseguia ameaçar o Tricolor. Contudo, o Fluminense ficou tranquilo até demais. A equipe se apagou em campo, passou a errar demais e, com isso, deu espaço para o time de Cabo Frio, que cresceu diante da zaga do Flu, a qual, com certeza, esteve em um dia para ser esquecido, principalmente devido à atuação de André Luís, que substituiu Gum, ausente por dores no púbis. André Luís sofreu um drible da vaca que quase resultou em gol da equipe adversária, se não fosse Diego Cavalieri. No gol de empate da Cabofriense, Leandro Euzébio deu o bote errado, André Luís (de novo ele) apenas olhou enquanto Carlinhos marcava Capixaba, que conseguiu dominar e vencer Cavalieri. O camisa 3 do Flu também se enrolou com a bola, no segundo tempo, e ela sobrou para Diego Salles, que sofreu pênalti logo em seguida. Virada da Cabofriense em cima do campeão brasileiro. Com a vantagem no placar, a Cabofriense recuou e chamou o Flu para o jogo. André Luís, em cobrança de escanteio de Souza, o rei das bolas paradas, empatou, fazendo o seu primeiro gol desde a volta ao Flu em 2010. Nada que apagasse o seu mau desempenho na partida. Posteriormente, com a expulsão do técnico Waldemar Lemos e do zagueiro Allyson, o jogo ficou fácil para o Fluminense. Com a substituição de Souza pelo veloz Willians, que vem entrando muito bem nas partidas, o Flu definiu o jogo. Foi do meia o passe para o terceiro gol do Flu e o segundo de Fred, que se tornou o artilheiro da competição. Willians também foi premiado pelos recentes bons desempenhos com um gol após cruzamento de Marquinho, o seu primeiro pelo Time das Três Cores que Traduzem a Tradição. Com mais uma vitória na bagagem, apesar de ter jogado mal, o Flu terminou a 4ª rodada da Taça Guanabara empatado com o Botafogo na primeira colocação, perdendo no saldo de gols (11 a 9).

Quanto aos jogadores, o destaque da partida foi, sem dúvidas, mais uma vez, Fred, em ótima forma, mostrando para todos que é o melhor atacante do Brasil quando está em campo. Não poderia deixar de lembrar os gols incríveis perdidos por Tartá e Rodriguinho, gols que nem em pelada se costumam perder. O jogo de domingo marcou também a volta do maestro Conca ao Flu, submetido a uma artroscopia no final do Campeonato Brasileiro. A pior exibição foi, sem dúvidas, a de André Luís, que falhou nos dois gols do adversário e em outros tantos lances (levou até um lindo drible de letra), apesar de ainda ter anotado um gol de cabeça.

Amanhã enfrentaremos o Duque de Caxias, no Engenhão, bastando uma vitória simples para assumirmos a liderança do grupo B (o Botafogo empatou por 1 a 1 com o Bangu hoje). Vale lembrar que o primeiro lugar do grupo é importantíssimo, pois o mais bem colocado enfrentará, muito provavelmente, um dos times considerados pequenos do campeonato nas semifinais da Taça Guanabara. Além da primeira colocação, o Flu garante a classificação se vencer a partida, outro fator muito relevante se recordarmos que a Taça Libertadores da América, principal objetivo tricolor na temporada, inicia-se na quarta que vem. Não desperdicemos essa chance de ouro! Vençamos mais uma, Time de Guerreiros! Até amanhã!

Saudações Tricolores

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tranquilo e seguro

Guerreiros, ontem o Fluminense bateu o Macaé por 3 a 1 e atingiu os 9 pontos na Taça Guanabara, disputando a liderança com o Botafogo, em primeiro devido ao saldo ligeiramente maior, e mantendo os 100% de aproveitamento. Por falar nisso, três dos quatro grandes do Rio venceram todos os seus jogos (Botafogo, Flamengo e Fluminense). A decepção do começo de ano é o Clube de Regatas Vasco da Gama, que, incrivelmente, perdeu os seus três primeiros jogos para times pequenos do Rio de Janeiro (Resende, Nova Iguaçu e Boavista) e tem 1% de chances de se classificar. Que situação deplorável!

O Fluminense fez sua melhor partida no Campeonato Carioca de 2011. Tranquilo e seguro, ao contrário dos dois primeiros jogos, o Tricolor não sofreu com os contra-ataques da equipe adversária e, paciente, chegou ao gol próximo ao fim do primeiro tempo, com Carlinhos, chutando de perna direita. Um belo gol que coroou uma boa exibição. Mais linda que o chute do lateral-esquerdo foi, sem dúvidas, a bicicleta de Fred, algum tempo antes, que parou no travessão. Lance genial do melhor atacante do País, que merecia o gol.

De Carlinhos também teve origem o segundo gol tricolor. Em um cruzamento rasteiro, a bola passou por toda a zaga do Macaé, e Souza só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. O meio-campo estava realmente disposto a apagar a má impressão deixada após a expulsão na partida de estréia. Além de ter marcado o segundo do Flu, Souza fez o terceiro em cobrança de falta. Aguerrido e excepcional nas bolas paradas, com a lesão de Deco (que para por tempo indeterminado, infelizmente), o ex-meia do Grêmio é titular absoluto no time do Flu. Falando em meio-campo, Edinho estreou hoje e fez uma exibição regular, bem melhor do que as duas últimas partidas de Valencia, bastante desengonçado. Diguinho foi muito bem. Agora esperamos ansiosamente a volta de Conca! O maestro faz falta! Com ele, o desempenho do time melhora em 1000%.

Além de Edinho, o goleiro Diego Cavalieri também estreou. Pouco exigido, não foi bem nos lances de que participou. Espalmou uma bola à Fernando Henrique e bateu roupa em dois chutes de fora da área. Em um deles, defendeu em dois tempos. No outro, a bola parou nos pés de Róbson, do Macaé, que diminui para os visitantes. A falha na partida de estréia, entretanto, não é motivo para crucificá-lo. Há dois anos na Europa, se não me engano, Cavalieri jogou cerca de 10 partidas somente. A falta de ritmo é notória. Mantendo-o de titular nos próximos 3 jogos antes da estréia da Libertadores, o nosso camisa 1, com certeza, ganhará ritmo e confiança e, tomara, poderá voltar a ser o excelente goleiro que impressionou o Brasil em 2007/2008.

Fred fez mais uma exibição segura. O trabalho de pivô tem sido muito bem feito. Em um lance do segundo tempo, fez uma excelente tabela com Rodriguinho, que acabou chutando fraco. Contudo, o lance mais bonito foi a bicicleta, a qual já citei acima, que parou na trave. A lamentar, só o pênalti perdido, que também parou na trave, mas que foi cobrado com bastante categoria. Pênalti esse que, na realidade, não foi absolutamente nada. Não houve falta em Willians, mas o juiz, erroneamente, assinalou penalidade máxima. Além desse lance, o juiz errou bisonhamente ao dar cartão amarelo para Carlinhos, em vez de simplesmente exigir a reversão na demora de cobrança de lateral. Fora esse, os outros amarelos do jogo foram muito bem aplicados.

Na zaga, Gum fez uma partida razoável. Não há nada para criticar, ao contrário de Leandro Euzébio, o qual, muito atrapalhado, quase entregou "a rapadura para o inimigo" em algumas jogadas (expressão de um narrador de vídeo-game cujo nome não recordo). Acorda, Euzébio! Não pode dar mole assim na Libertadores não!

Enfim, o Fluminense vem melhorando a cada jogo. Mantendo a base campeã brasileira de 2010, o Flu reforçou as suas posições mais carentes (pra mim, ainda falta um lateral-direito reserva e um zagueiro titular), está-se encaixando e se encontra quase pronto para a estréia na Libertadores. Só faltam Conca, o maestro, que volta em breve; Araújo, em forma, mas ainda não regularizado, que jogará no lugar de Emerson, lesionado; e Rafael Moura, que acertou a volta ao clube ontem e será o substituto de Fred na estréia, suspenso. Espero, sinceramente, que o He-man apague a péssima imagem que deixou na sua passagem em 2007, em que fez um mísero gol em 15 partidas. Mais experiente e em excelente fase, Rafael Moura foi, recentemente, o artilheiro da Copa Sul-Americana na campanha do vice-campeonato do Goiás. Que o antigo He-man tenha sido, definitivamente, deixado para trás e que contemos, no nosso Time de Guerreiros, com o Rafael Moura do Goiás!

Domingo, enfrentaremos a Cabofriense, no Moacyrzão, e teremos, provavelmente, a estréia de Araújo, que entrará no lugar de Rodriguinho. Diante dos times pequenos, como sabemos, vitória é obrigação. Reencontrar-nos-emos no dia 30 à noite, com um post, se tudo correr conforme o desejado, comentando a conquista de mais três pontos. Até breve, guerreiros!

Saudações Tricolores

domingo, 23 de janeiro de 2011

Expresso 222

Guerreiros, o Fluminense hoje se portou como o legítimo campeão brasileiro. Ao contrário da triste exibição de quinta-feira, contra o Bangu, neste domingo, apesar das falhas defensivas, o Flu se impôs e atropelou o Olaria, retornando ao bom futebol e confirmando o motivo da má atuação no primeiro jogo que foi dito por mim no post anterior. O placar de 6 a 2 não deixa dúvidas. O destaque da partida foi o artilheiro Fred, unânime. Os dois gols e a assistência de letra para o gol de Marquinho não deixa dúvidas disso. Mais do que uma bela exibição, Fred mostrou que, em forma, longe das lesões, é o melhor centroavante do País. Inquestionável.

Com um futebol bem mais vistoso nessa segunda partida do Carioca, o Fluminense chegou ao primeiro gol por meio do brilhantismo de Fred, o qual deixou Marquinho cara a cara com o goleiro para fazer 1 a 0. O Olaria, apesar de ter sido goleado, mostrou que, dentre os pequenos, é um dos melhores. Os times menores do Rio aproveitaram bem o período de descanso até o início da competição e aprimoraram bastante a parte física. A velocidade nos contra-ataques surpreendeu o Flu, que, logo em seguida, enquanto ainda comemorava, em falha de seu sistema defensivo, permitiu o empate do Olaria. Cinco minutos depois, o árbitrou marcou pênalti em falta cometida por Valencia (confesso que não achei pênalti nem na hora nem agora). Virada do Olaria no Engenhão, mas realmente não parecia que o Fluminense perderia esse jogo. Tanto é verdade que empatou com Fred, com bela assistência de Deco, o qual, por sinal, lesionou-se novamente. De Fred veio o gol da virada, próximo do fim do primeiro tempo, dessa vez cabeceando com estilo.

No começo do segundo tempo, Rodriguinho, que entrara na vaga de Deco, marcou um gol de "cabeça" (na verdade, a bola bateu nas costas). Com dois gols de vantagem, o jogo caiu de ritmo. O placar dava tranquilidade ao Flu. O Olaria, como todo time pequeno, tem como estratégia de jogo o contra-ataque para surpreender o adversário superior tecnicamente. Perdendo por dois gols, com o Fluminense sem deixar tantas brechas como no primeiro tempo, quando estava perdendo e saía para o jogo a todo custo, era realmente difícil que conseguisse alterar o panorama do jogo. O Olaria ainda assustou em contra-ataques após algumas das várias oportunidades de gol criadas pelo Fluminense, mas não conseguiu marcar. Rodriguinho, com mais um, agora com o pé, e Marquinho, de falta, deram número à goleada. Por falar nisso, o Fluminense voltou a fazer um belo gol de falta em cobrança direta. Mandou bem, Marquinho!

Assim, de 2 em 2, foi construída a segunda vitória no Campeonato Carioca. 2 de Marquinho, 2 de Fred e 2 de Rodriguinho, atropelando o Olaria e lembrando o tíulo da música de Gilberto Gil, Expresso 2222, aqui adaptado para 222. Além de Fred, outro jogador merece destaque: Tartá. Incansável em campo, o meia-atacante está realmente a fim de brigar por uma vaga de titular no time do Fluminense. Com certeza, Tartá deve iniciar o jogo na próxima rodada, contra o Macaé. Contudo, se Muricy repetir o início da partida de hoje, Tartá jogará ao lado de Fred no ataque. Particularmente, prefiro que ele jogue de meio-campo, com Rodriguinho no ataque. A velocidade dos dois, quando jogam juntos, pode ser muito bem aproveitada. Para quinta-feira, temos a volta de Souza, além de Marquinho, também disponível para o meio. Portanto, arrisco que iremos com Tartá no ataque e Souza e Marquinho no meio. No ataque ou no meio, correndo o que anda correndo e brigando por cada jogada, Tartá e Fluminense só têm a ganhar. Até quinta!

Saudações Tricolores

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O adeus de Coração Iluminado

Guerreiros, foi sofrido, angustiante, mas o Fluminense venceu na sua estréia no Campeonato Carioca de 2011. Os holofotes da partida não focaram no autor do solitário gol da vitória, Fred. O grande astro do jogo esteve em campo no intervalo. Washington Stecanela Cerqueira, de 35 anos, o maior artilheiro em uma só edição do Campeonato Brasileiro, encerrou hoje a sua vitoriosa carreira. Apelidado carinhosamente de "Coração Valente" devido a sua persistência em continuar a jogar futebol, mesmo com problema cardíaco, Washington anotou 45 gols em 83 jogos pelo Flu. Unamidade? Não, longe disso. Todavia, não se pode negar o seu carisma, que conquistou a simpatia de grande parte da torcida, e tudo o que ele fez pelo clube. Foram muitos gols perdidos e muitas caneladas. Houve até o episódio da ida para o São Paulo, que revoltou a muitos tricolores, inclusive eu. Contudo, a empatia de Washington com o Fluminense Football Club e os gols marcados em momentos decisivos tornaram o Coração Valente inesquecível para a grande maioria da torcida. As frases ditas por ele na volta ao Flu não me saem da memória. "Voltei para ser campeão brasileiro. Vou me doar 100% para isso."E realmente se doou. Reclamemos do longo período de jejum de Washington no Campeonato Brasileiro de 2010, mas ninguém pode questionar que ele realmente se esforçou. Vontade não faltou. Realizou seu desejo. Foi campeão brasileiro pelo Flu, marcando 8 gols fundamentais nessa trajetória vitoriosa e participando da jogada do gol do título. O que dizer então do gol mais emocionante que já vi na minha vida? Não tem gol perdido que apague aquela cabeçada que garantiu a classificação tricolor em cima do São Paulo aos 47 do segundo tempo. Também não me esqueço de Eric Faria falando na reportagem do Globo Esporte sobre a partida épica. Disse que o Coração Valente se tornara Coração Iluminado. Pura verdade. Tão iluminado que foi dele a cabeçada que gerou o gol de Emerson, o gol do tricampeonato brasileiro do Flu. O choro ao anunciar a sua aposentadoria e ao se despedir da torcida hoje no Engenhão não deixam dúvidas de que todo o sentimento e o respeito demonstrados por ele em relação ao Fluminense são verdadeiros. Por tudo o que fez pelo meu time, eu e milhões de tricolores dizemos: Obrigado, Washington!

Voltando à partida de hoje, o Fluminense campeão brasileiro pecou na saída de bola. Fazia tempo que não via o Flu jogar tão mal. Passes simples acabando nos pés dos adversários, inversões de jogadas erradas, contra-ataques desperdiçados, excesso de cartões amarelos (Souza foi expulso, inclusive)... Hoje, os erros foram bem maiores que os acertos. Contudo, apesar da péssima partida jogada pelo Fluminense, o jogo, em si, foi bom, da forma como todo apreciador de futebol gosta, lá e cá. Pode ser paradoxal, mas, com a expulsão de um jogador do Bangu, surgiu mais espaço, e ambas as equipes passaram a criar mais oportunidades de gol. Felizmente, foi o Fluminense quem conseguiu concretizar uma dessas, após linda jogada de Tartá, passando na velocidade em meio a dois jogadores adversários e cruzando para Fred cabecear com estilo e selar a vitória. Uma partida pífia do Flu, mas o que vale no futebol, como todos sabemos, são os 3 pontos. A primeira partida das temporadas geralmente não costuma ser marcada pelo bom futebol. Nos próximos jogos, o time se deve soltar. Aguardemos! Domingo, tem confronto com o Olaria. Que venha a segunda vitória rumo ao título estadual! Após o jogo, tem novo post. Até logo!

Saudações Tricolores

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Suplício de futebol

Domingo, acompanhei o triste jogo Olaria versus Fluminense. Jogo fraco, em que o time misto tricolor mostrou o desentrosamento esperado na partida e confirmou que nem mesmo os reservas da equipe sabem aproveitar a superioridade numérica, já que enfrentaram um Olaria com um jogador a menos desde a metade do primeiro tempo. O resultado foi o pior possível para o torcedor que assiste a uma partida de futebol: 0 a 0. Na minha humilde opinião, um 0 a 0 tem muito menos emoção do que, até mesmo, uma derrota. Enfim, classificados desde a vitória contra o Boavista, enfrentaremos o Vasco no sábado de Carnaval, visto que nosso time foi o segundo colocado do grupo A, e o Vasco, o primeiro do grupo B.

A torcida tricolor tem duas boas notícias: Fred e Maicon voltam. Finalmente contaremos com o nosso artilheiro. É essencial que tenhamos os nossos melhores jogadores em campo para enfrentar o Vasco, time de melhor campanha no campeonato até agora e que, portanto, não pode ser subestimado de forma alguma. Por fim, faço um apelo à torcida tricolor para que compareçam em peso ao Maracanã no dia 13. Dessa forma, empurraremos o time para a vitória!

"Vamos pra cima, Fluzão! Quero gritar CAMPEÃO!"

Saudações Tricolores

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Classificação tranqüila

Amigos, ontem acompanhamos a vitória tricolor por 3 a 0 sobre o Boavista, no Maracanã. Com 15 pontos, nosso time se encontra classificado para a semifinal da Taça Guanabara e enfrentará em tal fase, provavelmente, o embalado Vasco da Gama, do artilheiro Dodô, time de melhor campanha até agora no campeonato.

Os 11 mil presentes assistiram a uma partida bastante monótona. O destaque do jogo foi a violência do Boavista, o qual levou nada menos do que 8 cartões amarelos e 2 vermelhos. O nosso time, mais uma vez, como foi observado no Fla-Flu, provou que não sabe jogar contra um time que esteja em desvantagem numérica. Durante a maior parte da partida, jogamos com dois jogadores a mais e não chegamos ao segundo gol (O primeiro fora marcado por Conca de pênalti , e a falta que o originou acarretou a primeira expulsão do time do Boavista) , o qual só foi alcançado no final do jogo, por meio do lateral Thiaguinho, que fez dois e assegurou a vitória tricolor por 3 a 0. Ficaram nítidas a dificuldade do Flu em explorar o espaço deixado por uma equipe com jogadores expulsos e a ineficiência do nosso ataque reserva na finalização. Jornais online noticiam que o Fluminense negocia com o atacante André Lima, ex-São Paulo e Botafogo. Particularmente, diante dos nomes disponíveis no mercado, aprovo sua contratação. Espero que ele contribua para ampliar o poder de fogo do nosso ataque.

Saudações Tricolores

domingo, 31 de janeiro de 2010

A queda dos Guerreiros

Amigos, hoje foi um dia melancólico. Faltam-me palavras para descrever o que sinto. Ainda não engoli a derrota de hoje. Perder da forma como nós perdemos hoje foi humilhante. Depois de estar ganhando por 3 a 1, ceder uma virada com um jogador a mais em campo é algo grotesco. Difícil de aceitar. Felizmente, a aprovação no vestibular está funcionando como uma anestesia para o choque de hoje. Se não fosse isso, não sei se teria força o suficiente para escrever sobre esse vexame.

A notícia de que Fred havia sido vetado para o jogo me pegou de surpresa. Eu depositava grande parte da minha confiança no artilheiro tricolor. Contudo, apesar da perda de última hora, continuei animado, pois a estrela de Alan, o reserva imediato do atacante, costuma brilhar em clássicos. E isso se confirmou hoje, quando o jovem de xerém abriu o placar. O jogo não poderia ficar melhor quando o mesmo Alan sofreu pênalti, convertido por Conca. 2 a 0. Festa da torcida tricolor. Logo depois, Diguinho faz falta boba dentro da área, e Adriano diminui para o Flamengo. E o Flu nem sentiu o golpe! Partiu para cima, e Cássio fez 3 a 1. Pronto. Ao final do primeiro tempo, a maioria de nós, tricolores, não víamos mais como perder aquele Fla-Flu. É, mas o Fla-Flu só acaba ao apito final do juiz. A história do clássico nos ensinou isso, e hoje nós a ignoramos.

Somente o Flamengo voltou a campo para o segundo tempo. Em dois cochilos da defesa tricolor, em menos de 10 min, Vágner Love e Kléberson empataram. Festa rubro-negra na arquibancada. O jogo agora mudara de lado. Era todo do Império do Mal. Então, Álvaro, zagueiro rubro-negro, foi expulso. O Fluminense, a partir de então, estaria com um a mais. Houve pressão tricolor, porém faltou objetividade. Em um contra-ataque, Adriano virou o jogo. O que parecia impossível virou realidade. A alegria deu lugar ao desespero. O Flu continuou a pressionar, em busca ao menos do empate. Então, novamente apareceu o homem do jogo: Adriano. Em um novo contra-ataque, o Imperador aproveitou a linha burra da defesa do Fluminense, a qual estava muito adiantada, e, sozinho, fuzilou a baliza defendida por Rafael. 5 a 3, de virada.

Agora, já são dois anos sem vencer o arqui-rival. A torcida tricolor não agüenta mais tanta gozação. Foi um balde de água fria. Por um lado, foi bom para observarmos as carências da nossa equipe. Precisamos urgentemente de um outro atacante. André Lima pode ter a certeza de que será muitíssimo bem-vindo. Bom, como muitos amigos meus falaram hoje, é melhor perder agora do que ser eliminado em uma fase decisiva. Eu também concordo. O problema é se juntarmos uma eliminação futura à derrota de hoje. Torço bastante para que isso não aconteça. Que os nossos Guerreiros aprendam com o desaire no clássico. E, para todos nós, fica a dica: Nunca cante vitória antes do término de uma partida de futebol. Ainda mais se essa partida for um Fla-Flu.

Saudações Tricolores

sábado, 30 de janeiro de 2010

"Vamos, Fluminense, com garra e com raça!"

Amigos, primeiramente peço desculpas àqueles que acompanham este blog pela falta de postagens nos últimos dias. O motivo da minha ausência é bem simples: na quarta-feira, saiu o tão esperado resultado do vestibular da Universidade Federal do Ceará, e eu fui aprovado para Medicina. É um sonho que realizo. Desde então, foi só comemoração. Bom, agora reservei um tempinho para escrever um pouco sobre o meu grande amor.

O início de temporada do nosso querido Tricolor muito me anima. Domingo, acompanhei a vitória magra, porém importante, sobre o Volta Redonda, no Maracanã, por 1 a 0 (Vale ressaltar que o Voltaço apresentou um bom futebol contra o nosso time). O zagueiro Leandro Euzébio marcou o golaço que garantiu os três pontos para o Fluminense. Após o jogo, ficou claro que nós precisamos de mais atacantes para compor o elenco. Inúmeras chances foram desperdiçadas pelo ataque tricolor marcado pela ausência de Fred, mostrando, cada vez mais, que o time depende bastante do artilheiro para chegar aos gols. Kléber Pereira, que negociava com o clube, acabou-se transferindo para o Internacional. Segundo a imprensa, André Lima é o nome da vez. Quem sabe ele ajude a diminuir essa "Fredependência" do time tricolor.

Infelizmente, não assisti a Duque de Caxias versus Fluminense na íntegra. Confundi o horário e acabei perdendo o jogo. Contudi, pelo que li a respeito, a vitória foi tranqüila. O Duque não ofereceu problemas para o Fluzão e sofreu uma sonora goleada por 4 a 0. Alegro-me ao ver que o nosso time se encorpa a cada rodada. Aquele time apático, desiludido durante grande parte do Campeonato Brasileiro do ano passado, ressurgiu das cinzas e ganhou confiança. Além da técnica, a nossa equipe tem a qualidade mais importante, sem dúvidas, de um time de futebol: a raça. Que essa gana por vitória seja mantida por muito tempo. Que nosso Time de Guerreiros entre com força total contra o Flamengo para acabar com essa série de jogos sem vencer o Império do Mal. "Vamos, Fluminense, com garra e com raça!".

Saudações Tricolores