domingo, 13 de junho de 2010

Um ano em poucas palavras - 2007

Amigos, durante essa pausa para a Copa do Mundo, convido vocês a relembrarem comigo as três últimas temporadas do Fluminense Football Club. Obviamente, não analisarei ainda a atual temporada, já que ela se encontra em andamento. Inicialmente, recordaremos o que aconteceu no ano de 2007.

Resumo: Após ter feito uma das piores campanhas da sua história no Campeonato Carioca, quiçá a pior, e ter demitido dois técnicos em menos de 6 meses, o desacreditado Fluminense disputava a Copa do Brasil. No momento exato, surgiu um novo herói. Um jogador renegado, que não era tido nem como reserva, ganhou uma oportunidade do técnico Renato Gaúcho e, numa bola rebatida, eliminou o Atlético-PR em plena Arena da Baixada. Esse mesmo jogador continuou a marcar nas semifinais. No primeiro jogo da final, quando o Fluminense perdia no Maracanã, esse guerreiro, o abençoado Adriano Magrão, empatou o jogo e deu esperança para o torcedor tricolor. No segundo jogo, foi dele o passe para o gol do título. Após 23 anos de jejum, o Fluminense Football Club voltava a vencer um título de expressão nacional e garantia a sua participação na épica Libertadores de 2008. No Campeonato Brasileiro, o Tricolor terminou em 4º lugar.

5 gols marcantes:

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1) Gol de Roger, Figueirense 0-1 Fluminense. Sem dúvidas, foi o gol mais importante do ano. O gol que deu ao Flu o título de Campeão da Copa do Brasil de 2007.

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2) Gol de Adriano Magrão, Fluminense 1-1 Figueirense. Perdíamos por 1 a 0 em pleno Maracanã, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, e o guerreiro Adriano Magrão empatou a partida nos minutos finais, alimentando a possibilidade dos torcedores tricolores de terem o seu sonho realizado.

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3) Gol de Adriano Magrão, Atlético-PR 0-1 Fluminense. Em uma lance de pura sorte, a bola sobrou limpa para o desacreditado Magrão fazer o gol da vitória tricolor, calando a Arena da Baixada e eliminando o Furacão.

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4) Gol de Alex Dias, Fluminense 4-4 Vasco. Golaço marcado por Alex Dias no primeiro clássico do Fluminense no Campeonato Carioca de 2007. Vale a pena rever essa obra de arte.

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5) Gol de Alex Dias, Internacional 1-4 Fluminense. O Fluminense deu um show no Beira-Rio e massacrou o Inter de Abel Braga. O espetáculo teve direito, inclusive, a esse belo gol de letra de Alex Dias.

5 partidas memoráveis:

1) Figueirense 0-1 Fluminense. No Orlando Scarpelli, o Fluminense conquistou a Copa do Brasil de 2007. Não há como esquecer esse jogo.

2) Atlético-PR 0-1 Fluminense. Muita gente dava como certa a classificação do Atlético. Magrão lhes mostrou que futebol é dentro das 4 linhas.

3) Fluminense 2-1 Flamengo. Partida válida pelo Campeonato Carioca. Começamos perdendo, com um gol de Souza, mas chegamos ao empate no início do segundo tempo, com Cícero. Aos 48 minutos do segundo tempo, quando os flamenguistas já cantavam "E-li-mi-na-do!", Cícero virou o jogo, e decretou a vitória tricolor.

4) Fluminense 2-0 Flamengo. No returno do Campeonato Brasileiro, logo após a vitória do Flamengo sobre o São Paulo, que era então líder do campeonato e não perdia havia muitos jogos, haveria um Fla-Flu. O embalo do Flamengo esbarrou no Fluminense. Somália e Thiago Neves marcaram e garantiram a vitória tricolor.

5) Internacional 1-4 Fluminense. Goleamos o Internacional no Beira-Rio com show de Thiago Neves e golaço de Alex Dias.

Os três melhores:

1) Adriano Magrão - Principal responsável, sem dúvidas, pela conquista da Copa do Brasil. Honrou o Manto Sagrado, brilhando quando o time mais precisou.

2) Thiago Neves - Jamais esperaríamos que o meia vindo do Vegalta Sendai, do Japão, contratado apenas para compor elenco, seria tão fundamental para o Fluminense em 2007. O melhor meia-esquerda do Brasil ganhou a Bola de Ouro da Placar como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

3) Thiago Silva - Após se ter mostrado um grande zagueiro em 2006, Thiago Silva arrebentou em 2007, passando a ser visto por muitos como o melhor zagueiro do Brasil. Com uma qualidade extraordinária, foi o principal responsável pelo Fluminense ter dito a segunda melhor defesa do Campeonato Brasileiro desse ano.

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Leitores, espero que tenham gostado dessas lembranças. Em breve, postarei sobre 2008 e 2009. Enquanto isso, torçamos pela nossa seleção na Copa. Rumo ao Hexa, Brasil!

Saudações Tricolores

domingo, 6 de junho de 2010

Que venha a Copa!

Amigos, ontem o nosso Tricolor chegou à quarta vitória seguida no Campeonato Brasileiro de 2010. Dessa vez, vencemos o Avaí na Ressacada, com autoridade, por 3 a 0, com gols de Leandro Euzébio, Fred e Alan e permanecemos na 3ª colocação do campeonato, com 15 pontos, apenas 2 a menos do que os líderes Corinthians e Ceará. Felizmente, haverá, imediatamente após a pausa para a Copa do Mundo, um confronto direto entre as duas equipes, no Castelão, ou seja: cairá um dos invictos, o qual poderá ser ultrapassado por nós se vencermos o Grêmio Prudente, no Rio de Janeiro, ou, melhor ainda, se os times empatarem, e vencermos o nosso jogo, tornar-nos-emos líderes, atingindo os 18 pontos das duas equipes e liderando por um maior número de vitórias, primeiro critério de desempate em caso de igualdade no número de pontos.

Infelizmente, não pude acompanhar o primeiro tempo do jogo do Fluminense. No momento em que procurava alguma maneira de assistir à partida, meu irmão saiu gritando aqui em casa, comemorando o segundo gol da nossa equipe, marcado por Fred, de cabeça. Mais uma boa assistência de Carlinhos, que caiu como uma luva na nossa equipe e barrou de vez Júlio César, o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão do ano passado. Do jogador, aliás, também veio o cruzamento que resultou no primeiro gol tricolor, marcado por Leandro Euzébio. Consegui acompanhar a maior parte do segundo tempo, e presenciei o gol de Alan, que marcou pela terceira vez seguida (Se for para marcar toda vez que entrar na partida, que ele continue na reserva!). O cruzamento veio dos pés de Mariano, confirmando a boa fase dos nossos laterais. Finalmente, o Fluminense está explorando bem os dois lados do campo. Há muito tempo, não tínhamos laterais jogando bem simultaneamente.

Como o próprio Fred disse, o Fluminense já é 100% Muricy. Marcação forte e velocidade na saída de bola são as armas do Tricolor. Assumindo um time desacreditado, após eliminações precoces no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil, Muricy Ramalho transformou o Fluminense em um time que impõe respeito, que joga fora de casa para vencer, de igual para igual, ou, muitas vezes, melhor do que o adversário. Até mesmo jogadores contestadíssimos pela torcida, como Marquinho e Diogo, estão jogando bem e mostrando sua importância tática sob o seu comando.

Em 2006, estávamos muito bem até haver a pausa para a Copa do Mundo. Na continuação do Brasileiro, o nosso time desandou e só conseguiu se livrar da Série B no penúltimo jogo, vencendo o Santa Cruz no Arruda, por 2 a 1. Naquela ocasião, após a Copa, Oswaldo de Oliveira, que então comandava o Fluminense e era o principal responsável pela boa fase da nossa equipe, foi demitido, e, com ele, tudo foi por água abaixo. Dessa vez, sob o lema de "Isso aqui é trabalho", temos a certeza de que Muricy Ramalho não deixará essa gana por vitória abandonar nossos guerreiros. Além disso, ele não permitirá que cesse a busca por reforços para aumentar o nosso plantel em qualidade e quantidade. Assim, temos a promessa de um Fluminense ainda mais forte após a Copa do Mundo.

Com a derrota de ontem, o Avaí voltou a perder na Ressacada após 25 jogos de invencibilidade no estádio. O nosso time voltou a quebrar mais um tabu. Todos nós esperamos que mais um, talvez o maior de todos, seja derrubado: que, após 26 anos de jejum, o Fluminense Football Club volte a levantar a taça de campeão brasileiro. Avante, Tricolor!

Saudações Tricolores

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Até breve, Mário Filho

Amigos, o nosso time se despediu do Maracanã vencendo à Fluminense Football Club. O gol de Alan (de canela!), aos 43 minutos do segundo tempo, fez a torcida tricolor enlouquecer no estádio e nos garantiu a importante vitória. Se não for sofrido, não é Fluminense! Hoje, conseguimos a terceira vitória seguida, permanecendo na 3ª colocação do campeonato. Embora o Brasileirão esteja apenas começando, os pontos obtidos antes da Copa são fundamentais para qualquer equipe que pretende lutar pelo título. Uma vitória sábado, contra o Avaí, na Ressacada, fecharia com chave de ouro esse início de Campeonato Brasileiro.

O momento mágico de hoje, foi, sem dúvida, quando os jogadores foram ao encontro da torcida para agradecer o apoio, relembrando a reta final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Agora, já é certeza: os Guerreiros voltaram.

Apesar da derrota, o Vitória muito me agradou. Embora, como é natural, tenha ido para o Rio de Janeiro desfalcado e com uma proposta defensiva de jogo, conseguiu ameaçar a nossa equipe quando teve posse de bola. Jogou melhor no segundo tempo, chegando, inclusive, a marcar o gol de empate, mas logo em seguida, felizmente, a estrela de Alan brilhou, e o Fluminense conseguiu os três suados pontos.

Fizemos um bom primeiro tempo, no qual fomos donos das melhores oportunidades e tivemos mais posse de bola. Contudo, no segundo, o rendimento da nossa equipe caiu muito, e passamos a sofrer com os ataques do time baiano. Fernando Henrique, apesar de não ter ido bem no lance do gol rubro-negro, livrou, no minuto final da partida, o nosso Tricolor de um decepcionante empate. Rodriguinho, novamente, não foi bem. Conca desempenhou, com excelência, pela terceira vez seguida, o seu papel de maestro do time e, aparentemente, saiu de vez da má fase em que estava. Fred voltou a marcar, em uma jogada de puro oportunismo. Carlinhos fez uma boa partida, sendo dele o cruzamento de que, após rebote do goleiro Vinícius, resultou no primeiro gol tricolor. Mariano não estava em um dia inspirado, mas teve papel decisivo no jogo ao realizar o cruzamento perfeito para Alan na jogada que garantiu a vitória ao nosso time.

A arbitragem foi bem, mas o juiz errou feio ao dar apenas cartão amarelo para Lenílson, no lance em que chutou o rosto de Rafael, o qual foi substituído com um profundo corte na testa. Obviamente, o meia do Vitória era para ter sido expulso. Foi uma tremenda covardia o que fez com o nosso goleiro.

Apesar do péssimo segundo tempo, uma vitória dramática sempre tem um gostinho especial, ainda mais hoje, na despedida do estádio Mário Filho. Agora, só voltaremos a jogar no Maior do Mundo em 2012. Até lá, recordemos com nostalgia os jogos inesquecíveis vividos no Templo do Futebol e torçamos para que momentos ainda mais marcantes sejam vividos nestes três anos fora da nossa "casa".

Saudações Tricolores