domingo, 24 de abril de 2011

Filme repetido

Guerreiros, hoje, mais uma vez, o Fluminense caiu nos pênaltis, algo que tem sido comum nos últimos anos, infelizmente. A última vez que o Tricolor saiu vitorioso de uma disputa de penalidades foi na semifinal da Taça Rio de 2008, na qual vencemos o Vasco. Desde então, em quatro ocasiões, fomos derrotados, sendo três no Campeonato Carioca (semifinal das Taças Guanabara de 2010 e 2011 e da Taça Rio de 2011) e uma na Libertadores da América (a fatídica final contra a LDU). Antigamente, acreditava que pênalti era loteria, mas hoje já não penso assim. A cobrança de pênaltis, é claro, envolve sorte, mas depende, principalmente, de competência e equilíbrio emocional e é apenas um critério de desempate quando duas equipes chegaram ao seu limite. Contudo, não indica o melhor time ou aquele que apresentou um futebol mais convincente e, infelizmente, muitas vezes, não permite a passagem da equipe que estava mais preparada para seguir adiante. Acerca do assunto, acredito que as decisões do Campeonato Carioca, quaisquer que sejam elas, deveriam ter a disputa de penalidades precedida por prorrogação. É uma chance para que o melhor time prove sua capacidade antes do último critério de desempate. Fica o apelo, que dificilmente verei ser atendido.

Em campo, o Fluminense foi melhor, principalmente no primeiro tempo. Teve chance, inclusive, de chegar ao intervalo com um placar mais dilatado, mas a primeira etapa só terminou com 1 a 0, gol de Rafael Moura impedido. Para quem reclama disso, vale lembrar que o árbitro errou feio ao não dar falta de Felipe em He-Man, quando o jogo ainda estava 0 a 0, a qual culminaria na expulsão do goleiro, por ser o último homem, e mudaria toda a história do jogo (completamente, já que o arqueiro foi o herói da partida nos pênaltis e, além disso, o Time do Mal ficaria com um a menos durante quase toda a partida e fatalmente sucumbiria ao Tricolor). Entretanto, não existe o "se" depois do término de uma partida. O que passou, passou, e o Fluminense agora está eliminado do Campeonato Carioca de 2011.

No segundo tempo, o Flu pecou como a grande maioria dos times que estão vencendo. Caiu no erro de se retrair, permitindo que o quase morto Flamengo, desfalcado de Ronaldinho Gaúcho e Léo Moura (este saiu contundido), crescesse na partida. O Time do Mal passou a levar perigo a Berna e chegou ao empate com Thiago Neves, de cabeça, o qual subiu sem a marcação de Valencia e testou sozinho para vencer o goleiro tricolor. Depois do empate rubro-negro, o Fluminense teve a chance do jogo com Marquinho. O apoiador ficou cara a cara com Felipe e chutou de perna esquerda (vale lembrar que é canhoto) para fora, desperdiçando a melhor oportunidade da partida. O jogo acabou indo para os pênaltis. Na disputa, a estrela de ambos os goleiros brilhou (Felipe e Berna defenderam duas cobranças cada). Contudo, o fantasma voltou a assombrar o Fluminense quando Tartá, prata da casa, chutou, e Felipe defendeu. Diego Maurício não desperdiçou, e o filme mais uma vez se repetiu: o Fluminense voltou a cair em uma disputa de pênaltis. Felizmente, Thiago Neves desperdiçou a cobrança que classificaria o Flamengo, após Felipe ter defendido o chute de Araújo. Seria bastante doloroso sermos eliminados com um gol de um ex-jogador nosso, que muitos chegaram a idolatrar.

Incrivelmente, não estou irritado com a desclassificação. Fico chateado em não poder ganhar o Carioca, obviamente (afinal, quem não quer ganhar tudo?), mas acredito que a eliminação tem seu lado positivo. Caso passasse, o Fluminense teria uma série de decisões seguidas, que acarretaria o desgaste físico e emocional dos jogadores. Com a saída precoce do Carioca, o Flu tem como único foco a Libertadores da América. Agora, o primeiro semestre tricolor se resume à competição mais importante do continente. É tudo ou nada. Quinta-feira, temos uma nova batalha, agora contra o Libertad, pelas oitavas-de-final da Libertadores. Como o primeiro jogo será realizado no Engenhão, é fundamental vencermos por uma boa margem de diferença e não tomarmos gol em casa (uma placar de 2 a 0 seria bastante bom para as nossas pretensões). Para isso, é necessária a presença da nossa torcida. Nós somos o combustível do Fluminense. Portanto, tricolor, não deixe de ir ao estádio na quinta. Sua presença é crucial! É o nosso sonho que está em jogo. Empurremos o Time de Guerreiros rumo a mais uma vitória para que, junto com ele, construamos mais um capítulo da linda história do Fluminense Football Club!

Saudações Tricolores

3 comentários:

aline bastos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
aline disse...

Sou como vc, tambem o um blog que ninguem lè.
se tiver afim retribua a visita:
http://alineebastos.blogspot.com/




boa sortee.

aline disse...

Nao sou fluminense, a verdade e que nao pra time nenhum, mais da vontade de torcer so pelo que vc escreve.
voce deve ser um garoto muito especial, ficaria muito feliz de tvesse a honra de ser seu amiga assim como o SEGUNDO tem a hora de ser!

xau.