sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Salvo por um super-herói

Guerreiros, na quarta passada, o Fluminense finalmente estreou na Taça Libertadores da América de 2011. O primeiro jogo do time na competição, esperado com ansiedade pelos tricolores desde o fim do Campeonato Brasileiro de 2010, teve sabor amargo para todos nós. Por pouco, a tão esperada noite do dia 9 de fevereiro não terminou em uma enorme frustração. Logicamente favorito na partida, o Fluminense sequer esteve na frente do placar no jogo. Por duas vezes esteve perdendo, sendo salvo por Rafael Moura, o He-Man, que foi realmente um super-herói, salvando o Flu de um vexame no Engenhão. Com 4 gols em 2 jogos, parece que não vai demorar para que esqueçamos a sua má passagem pelo clube em 2007. Continue assim!

Quem esperava domínio tricolor na partida logo se decepcionou. Durante o primeiro tempo, o Argentinos Jrs. foi a melhor equipe em campo. O Flu esbarrava na forte marcação adversária, e não levava grande perigo ao time argentino, que aproveitava os contra-ataques para ameaçar a defesa tricolor. Até agora não entendi a escalação de Willians ao lado de Rafael Moura no ataque. Preferiria ter Rodriguinho (já que Araújo ainda não está na forma física ideal) a um meia improvisado de atacante. Infelizmente, a maioria da torcida que não concordou com a opção de Muricy estava correta. Willians foi inoperante e provou que não tem condições de ser titular na equipe do Fluminense, ainda mais jogando de atacante. Ficou claro que é jogador de segundo tempo, já que, na condição de suplente, sabe aproveitar muito bem sua velocidade quando entra no decorrer das partidas, e os outros estão cansados. O meio-campo tricolor esteve bem apagado. Conca foi bem marcado a partir da metade do primeiro tempo. A partir daí, pouco fez. Souza não fez uma boa partida. A nossa defesa, mais uma vez, foi mal, tendo como agravante a presença de André Luís substituindo Leandro Euzébio, machucado. No lance mais polêmico do jogo, ainda no primeiro tempo, a jogada teve início com uma bola em profundidade para Salcedo, nas costas do zagueiro, que felizmente se redimiu no lance, salvando a bola em cima da linha (a bola não atravessou completamente - mesmo que não toque fisicamente, a sua projeção não pode tocá-la). Extremamente lento, André Luís não é jogador para o Fluminense Football Club. Contudo, o lance mais lamentável da defesa do Flu foi o primeiro gol do jogo, marcado pelo baixinho Niell, de cabeça, com seus gigantescos 1,62 m. Sim, de cabeça! Carlinhos, que cometeu a falta que deu origem ao gol, também falhou na marcação e permitiu o cabeceio do meia do Argentinos. Lamentável! O primeiro tempo chegou ao fim com uma surpreendente derrota no Engenhão.

O Fluminense voltou do intervalo com bem mais vontade do que no primeiro tempo. Realizou uma "blitz" pra cima do Argentinos. Na pressão, Carlinhos, que a despeito da falha no gol do adversário foi muito bem no apoio, cruzou na medida para Rafael Moura cabecear firme para o gol, contando com falha do bom goleiro Navarro. Apesar da falha, Navarro já tinha feito uma bela defesa em cabeçada contra do zagueiro de seu próprio time e salvou, depois do gol do Flu, um lindo chute de Mariano. Quando o Flu era melhor na partida, o Argentinos novamente ficou na frente, em uma jogada que contou com a contribuição valiosa de André Luís. O zagueiro perdeu a bola para Salcedo pela direita e depois ainda levou um drible da vaca, permitindo o cruzamento. Cavalieri também falhou, não conseguindo sair do chão para cortar o cruzamento, e Niell cabeceou sozinho, já que Gum se atrapalhou na marcação no lance. Falha generalizada na defesa tricolor. Felizmente, não houve tempo para lamentação, pois o He-Man novamente empatou o jogo, dessa vez após cruzamento de Mariano. A virada tricolor por pouco não aconteceu. Cheguei a comemorar gol no chute de Marquinho após cruzamento de Mariano. A cabeçada de Conca também passou perto. Contudo, o time argentino soube cozinhar bem os minutos que restavam e conseguiu voltar para sua terra com um precioso ponto conquistado fora de casa. Ao Fluminense, não resta mais o direito de vacilar em casa. Contra o Nacional-URU, no dia 23, só a vitória importa. Abre o olho, Flu!

Os quase 16 mil presentes está longe de ser um público aceitável na estréia na Libertadores. Sabe-se que o preço salgado do ingresso não colabora de forma alguma e se tem noção da dificuldade de ir ao Engenhão em plena quarta-feira à noite, mas em uma competição como essa precisamos de número. Além disso, precisamos principalmente de apoio incondicional, e as vaias do jogo passado para o goleiro Diego Cavalieri muito me decepcionaram. Não era o momento ideal para criticar o nosso camisa 1. O time precisava ser apoiado para superar o mau momento, e não ter um dos seus jogadores vaiado.

Sentiremos o gosto amargo do empate do dia 9 por 15 dias. Somente no dia 23 voltaremos a jogar pela Libertadores, dessa vez contra o Nacional-URU em casa. Depois do tropeço de quarta, vencer, mais do que nunca, tornou-se uma obrigação. Até lá, enfrentaremos o Madureira no domingo, com um time misto, para evitar possíveis desfalques para a semifinal da taça Guanabara, que provavelmente também será realizada antes do dia 23. Como dificilmente o Botafogo tropeçará contra o Macaé, o Flu deve ser o segundo do grupo B e enfrentará o Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Esse Fla-Flu promete! Entretanto, lembremos: um jogo de cada vez. Nosso próximo encontro é domingo, após a partida! Até!

Saudações Tricolores

2 comentários:

Eudes disse...

Eduardo,parabens pelos comentários!
Aho que nosso Muricy tem creditos de sobra,mas esse ano esta insistindo demais em escolhas duvidosas,casos de Andre Luis,e a ausencia do Diogo!

Seu blog estara marcado em meus favoritos agora!

[FFC] Eduardo disse...

Obrigado, Eudes!
Com certeza. André Luís simplesmente não é jogador do Fluminense Football Club. Ontem finalmente nosso técnico enxergou isso e colocou Digão na partida. Resultado: segunda partida no ano em que não levamos gol. Ele ainda está fora de ritmo, mas, mesmo assim, é bem melhor que o André!
Abraço.