
O técnico René Simões deve repetir o mesmo time que jogou contra o Palmeiras, na goleada por 3 a 0 no Maracanã. Romeu, que usufruiu da titularidade nos dois primeiros jogos de René como técnico do Fluminense, ainda desfalca a equipe devido a uma lesão no tornozelo esquerdo adquirida na partida contra o Vitória, no Barradão. Assim, Wellington Monteiro deve jogar novamente de titular no meio-campo tricolor. A partida será especial para dois jogadores: Darío Conca e Washington completarão 50 jogos com a camisa do Flu. Nós, tricolores, esperamos que eles estejam numa noite inspirada e possam desequilibrar para o Fluminense, tornando inesquecível esse 50º jogo com o manto sagrado.
Já Mário Sérgio, técnico do Figueira, terá desfalques importantes. A ausência do zagueiro Alex Bruno, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo na derrota para o Santos na Vila Belmiro, é um dos problemas da equipe. Além dele, Rodrigo Fabri, machucado, não joga. Contudo, o Figueirense conta com a importante volta de Cleiton Xavier, recuperado de lesão, jogador que pode desequilibrar. O atacante Bruno Santos também foi liberado para pegar o Fluminense.
O clima no Figueirense é de guerra: a partida será encarada como uma final. Houve até uma reunião interna entre o elenco, a comissão técnica e a diretoria do clube para ressaltar a importância da partida contra o Fluminense. Logo, preparem seus corações, será mais um jogo de vida ou morte para ambos os clubes. Para complicar ainda mais a vida do Tricolor, Mário Sérgio não divulgou a escalação da equipe. Portanto, não se sabe se o Figueira começará a partida com Bruno Santos e Cleiton Xavier no banco, por estarem voltando de lesão, utilizando, assim, Ramón e Wellington Amorim, ou se colocará os dois como titulares. No meio, é provável a entrada de William Matheus como volante, com Gomes sendo recuado para a zaga ao lado de Asprilla e Bruno Perone. Alex Cazumba retorna à ala-esquerda, com Marquinho atuando mais recuado.
FIGUEIRENSE:
Wilson;
Bruno Perone, Gomes e Asprilla;
William Matheus, Magal, Marquinho, Cleiton Xavier e Alex Cazumba;
Wellington Amorim e Tadeu.
FLUMINENSE:
Fernando Henrique;
Carlinhos, Thiago Silva, Luiz Alberto e Júnior César;
Fabinho, Wellington Monteiro, Arouca e Conca;
Éverton Santos e Washington.

O campo será o nosso velho conhecido Orlando Scarpelli, palco do Título. Foi naquele mesmo estádio que um desacredito Fluminense (deixando claro: desacredito pela imprensa, pois, nós, tricolores, nunca deixamos de acreditar no título), comandado por Renato Gaúcho, conquistou uma suada vitória por 1 a 0, com um gol de Roger no começo do jogo, e, assim, consagrou-se campeão da Copa do Brasil. Finalmente conquistávamos um título de expressão nacional depois de 23 anos de jejum (o último fora o Campeonato Brasileiro de 1984, ganho em cima do Vasco, com gol de Romerito) e carimbávamos nossa terceira passagem pela Copa Santander Libertadores da América (linda passagem, mas, infelizmente, não conquistamos o merecido título). Agora a história é outra. Lendo as reportagens costumeiras sobre os jogos do Fluminense, encontrei uma frase de René Simões que merece ser destacada. Ao ser indagado sobre a importância da partida desta quinta-feira, o técnico tricolor falou:
- A realidade agora é outra. O Fluminense, no ano passado, foi no Orlando Scarpelli disputar uma final. Agora vai para disputar a vida.
Simplesmente, falou tudo. Não é mais uma questão de ganhar uma competição, mas de sobrevivência. Outro rebaixamento (Deus me livre!) e a nossa história, que já se encontra perpetuamente manchada pelo rebaixamento à Terceira Divisão, seria jogada no lixo. Nunca mais seríamos respeitados, mesmo se conquistássemos os maiores títulos possíveis. O que está em jogo agora é a tradição do Fluminense, literalmente a "vida" do clube. É vencer ou vencer.
Voltando a análise dos times, o Fluminense vem exatamente do mesmo jeito que jogou a última partida contra o Palmeiras, e isso me anima bastante. Gostei do time, que, além de ter melhorado muito na parte tática, está jogando com o coração. O Figueira não deve ser subestimado. É sempre um time difícil de ser batido em casa, e a situação desesperadora que vive, complica ainda mais a partida. Atenção, marcadores tricolores, fiquem ligados principalmente em Cleiton Xavier. Esse é bom de bola e pode decidir.
Conca e Washington farão o quinquagésimo jogo com o manto sagrado tricolor. Tomara que estejam em noite iluminada e decidam a partida para o Fluminense. Para quem gosta de coincidências, aqui vai uma: o técnico do Figueira é Mário Sérgio, o mesmo que comandava a equipe quando conquistamos a Copa do Brasil de 2007 em pleno Orlando Scarpelli. Espero que, como naquele dia, conquistemos uma importante vitória, que, desta vez, ajude-nos a sobreviver na Série A do Campeonato Brasileiro. Pra cima deles, Tricolor!
Palpite: Figueirense 1x2 Fluminense
Saudações Tricolores